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Correio da Manhã

Sociedade
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“A oxigénio e com remédios para a SIDA”: Antigo basquetebolista Reyes relata sofrimento ao lutar contra o coronavírus

Ex-atleta temeu pela vida. “Não sabia se me iria curar, sobreviver”.
1 de Abril de 2020 às 01:30
Alfonso Reyes
Alfonso Reyes FOTO: Direitos Reservados

Com uma chamada ‘saúde de ferro’, o antigo basquetebolista espanhol Alfonso Reyes notou que algo estava errado com o seu corpo quando começou a ter tosse seca, febre e a sentir calafrios. Na altura, o presidente da Associação de Basquetebolistas Profissionais do país vizinho já se encontrava de quarentena com a família e não teve dúvidas de que estava realmente doente. O teste positivo foi apenas o início do pesadelo que diz ter vivido ao lutar contra o coronavírus num hospital de Madrid.

"Foi o susto da minha vida. Tive medo. Já tive lesões dolorosas na minha carreira, mas sabia que ia ficar bem, aqui não tinha a certeza de que me iria curar, sobreviver. Pensava que era intocável e apanhei o vírus", começa por explicar o antigo atleta, de 48 anos, ao jornal desportivo ‘Marca’, acrescentando que os momentos mais dolorosos aconteceram durante o internamento hospitalar. "Uma manhã, quando não sabia mas já estava com uma pneumonia bilateral, não conseguia respirar bem e comecei a agonizar. Foram apenas cinco minutos, mas passei muito mal. E se eu senti isto e tenho uma boa condição física, imaginem o que este vírus é capaz de fazer às pessoas mais vulneráveis."

Impedido de receber visitas, o antigo jogador de basquetebol, que decidiu partilhar a sua experiência nas redes sociais para alertar outras pessoas, conta que o pior momento era à noite. "Não conseguia dormir com a tosse e a febre. Havia noites em que dormia apenas duas horas e de manhã tinha a sensação de ter sido atropelado por uma manada de elefantes."

O tratamento para debelar o vírus, conta, foi uma junção de vários medicamentos, que o fizeram recuperar, aos poucos. "Estava a oxigénio e davam-me seis comprimidos, de manhã e à noite. Fui tratado com antivirais, medicamentos usados para a sida e um outro contra a malária. Também tomei corticoides e antibióticos, que são os que continuo a tomar agora."

Já em casa, o antigo jogador de basquetebol vai ter de permanecer em isolamento por mais 15 dias e fazer novos exames para saber se está oficialmente livre do coronavírus.

PORMENORES
Portsmouth afetado
Em Inglaterra, o Portsmouth foi a equipa mais afetada com quatro casos de coronavírus entre os futebolistas.

Garay com Covid-19
Em Espanha, o Valência registou vários casos, entre eles o do antigo jogador do Benfica, Ezequiel Garay.

Clubes italianos atingidos
Em Itália, Juventus AC Milan, Sampdoria, Fiorentina, entre outros sofrem com o vírus.

Dezenas de jogadores testam positivo
É já longa a lista de futebolistas infetados com coronavírus, nomeadamente em Itália, com vários craques da Juventus, como Paulo Dybala e Daniel Rugani, e de outros clubes, atingidos. Em Espanha, França, Alemanha e Inglaterra também há atletas que testaram positivo para o novo coronavírus.

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