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Correio da Manhã

Sociedade
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Advogados protegem família Dos Santos no caso Football Leaks

Testemunhas da PLMJ alegam sigilo profissional para não falarem de Isabel dos Santos, José Eduardo dos Santos e Luanda Leaks.
Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 29 de Outubro de 2020 às 08:34
Rui Pinto
Rui Pinto FOTO: Direitos Reservados
Os advogados da PLMJ alegam “sigilo profissional” para não falarem de Isabel dos Santos , dos seus negócios ou eventual envolvimento no escândalo Luanda Leaks. Miguel Reis e Diogo de Campos, ainda a trabalhar na sociedade de advogados, foram ouvidos, ontem, na 18ª sessão do julgamento de Rui Pinto, no âmbito do processo Football Leaks. Recusaram comentar qualquer tema sobre a família da empresária angolana.

Com computadores e contas de email alegadamente espiados por Rui Pinto, Miguel Reis disse não ter documentos relacionados com os Luanda Leaks, mas que viu um documento com o seu nome na internet. Questionado sobre se era a constituição da sociedade Supreme Treasure, de Mário Leite da Silva, gestor de Isabel dos Santos, usada para comprar a Casa Manoel de Oliveira, no Porto, negou que estivesse envolvido. Diogo de Campos também viu um documento seu publicado. “Era um email com projeto de decreto presidencial, para ser assinado por José Eduardo dos Santos?”, perguntou a defesa de Rui Pinto. “Não vou responder”, replicou a testemunha várias vezes. Após o final da sessão, no Twitter, o hacker partilhou uma publicação de Ana Gomes que ataca os “advogados, contabilistas, consultores e similares, que ajudaram a cleptocracia angolana” e diz que são “ladrões”.
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