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Correio da Manhã

Sociedade
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Agrupamento de Miraflores com 1500 alunos sem aulas

Maior preocupação é com os estudantes dos 11º e 12º anos que não estão a ser devidamente preparados para os exames nacionais.
Bernardo Esteves 29 de Abril de 2020 às 09:32
Agrupamento de Miraflores com 1500 alunos sem aulas
Agrupamento de Miraflores com 1500 alunos sem aulas FOTO: Sérgio Lemos

O terceiro período vai já na terceira semana e cerca de 1500 alunos do Agrupamento de Escolas de Miraflores, em Oeiras, continuam a não ter aulas pela internet. A maior preocupação é com os estudantes dos 11º e 12º anos que não estão a ser devidamente preparados para os exames nacionais.

Os pais dos alunos já receberam quatro emails do agrupamento com várias informações, mas as aulas continuam sem arrancar. "Na última informação, recebida dia 24, dizem que as aulas não começam devido a problemas técnicos", disse ao CM a encarregada de educação Maria do Rosário Matos, garantindo que "os pais já se disponibilizaram para apoiar através de uma empresa tecnológica".

A encarregada de educação denuncia também que a turma do filho (10º ano) está sem professora de Matemática desde o 2º período, devido a licença de parto: "Dizem que é difícil contratar professor para horário reduzido". O Ministério da Educação garante que "a questão técnica já foi ultrapassada" e que a direção prevê "medidas de compensação". Só não diz quando começam as aulas.

Pais propõem repetição do ano letivo
"Por que motivo não é dada a possibilidade de os alunos poderem repetir o ano letivo, uma vez que não vão ter uma avaliação justa?", questiona Maria do Rosário Matos, considerando que o filho "vai passar para o 11º ano sem bases e sem ter possibilidade de recuperar das notas do primeiro período". Para esta mãe, a legislação em vigor sobre avaliação não tem em conta o contexto atual. Os pais temem que os alunos ‘apanhados’ na crise da Covid-19 sejam prejudicados. As notas do 10º ano já pesam na classificação de acesso ao ensino superior.

Sindicato avisa para desigualdade no Ensino Superior
O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, Gonçalo Velho, defendeu que a decisão sobre o regresso das aulas presenciais no ensino superior deve ser coordenada entre as instituições, para não acentuar desigualdades na qualidade dos cursos.

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