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Há mais 19 mortos por coronavírus em Portugal nas últimas 24 horas e 234 novos infetados

Número de recuperados volta a aumentar. Acompanhe a conferência da DGS em direto.
Correio da Manhã 12 de Maio de 2020 às 13:10
Coronavírus
Coronavírus FOTO: EPA
O número de mortos por coronavírus voltou a aumentar em Portugal esta segunda-feira, fixando-se agora nos 1163, mais 19 que ontem, um aumento de 1,7%. O número de pessoas recuperadas aumentou para 3013, mais 464 do que na segunda-feira.

O número total de casos confirmados com covid-19 é 27913, mais 234 comparativamente a ontem, que constituiu uma subida de 0,8%. Neste momento, há 2754 pacientes a aguardar resultado laboratorial, menos 35 que esta segunda-feira.

709 pessoas internadas (menos 96 que ontem) nos hospitais. 113 doentes encontram-se nos cuidados intensivos (mais um que na segunda-feira).

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (660), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (254), do Centro (219), do Algarve (14), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de segunda-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 594 vítimas mortais são mulheres e 569 são homens.

A recuperar em casa estão 23.028 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (1.791), seguido por Vila Nova de Gaia (1.458), Porto (1.304), Matosinhos (1.216), Braga (1.153), Gondomar (1.050), Maia (909), Sintra (790) Valongo (737), Guimarães (663), Ovar (635), Coimbra (561) e Loures (536).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 279.933 casos suspeitos, dos quais 2.719 aguardam resultado dos testes.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.053, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 7.494, da região Centro, com 3.553, do Algarve (350) e do Alentejo (238).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 27.054 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.710), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (4.693) e das pessoas com mais de 80 anos (4.245 casos).

Há ainda 4.027 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 3.372 entre os 20 e os 29 anos, 3.159 entre os 60 e 69 anos e 2.365 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista também 478 casos de crianças até aos 9 anos e 864 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

Segundo o relatório diário da situação epidemiológica em Portugal, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França e 88 do Reino Unido. Há ainda centenas de casos importados de dezenas de outros países.

De acordo com a DGS, 42% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 30% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 89% dos casos confirmados.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em todo o mundo.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Profissionais de Saúde vão poder gozar férias

Na habitual conferência de imprensa aos jornalistas, António Sales, Secretário de Estado da Saúde, anunciou que foi levantada a suspensão sobre as férias dos profissionais de saúde. Medida deverá ser cumprida "desde que seja acautelado o funcionamento do serviço".

O Governo decidiu revogar o despacho que restringia esse direito devido à pandemia de covid-19. "Está novamente autorizado o gozo de férias pelos profissionais de saúde desde que seja acautelado o normal funcionamento do serviço, tendo em conta a necessidade de manutenção da prontidão de resposta a um eventual aumento de incidência de covid-19 em Portugal", anunciou António Lacerda Sales.

A decisão do Ministério da Saúde é anunciada no Dia Internacional do Enfermeiro, profissionais que hoje foram saudados por António Lacerda Sales pelo trabalho que têm desenvolvido.

Propagação do coronavírus
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou mais uma vez as duas formas mais comuns apanhar a infeção do coronavírus, nomeadamente a via direta, através da saliva, do espirro ne da tosse e a via indireta, através da contaminação de superfícies e objetos. Perante as possibilidades de transmissão, a diretora-geral da saúde referiu que é necessário manter um conjunto de boas práticas, nomeadamente a lavagem frequente das mãos, a manutenção da distância de segurança, a desinfeção dos espaços, a utilização das máscaras como complemento de proteção, entre outras.

A Direção-Geral da Saúde está em contacto com o Ministério da Saúde de Angola sobre seis cidadãos que estiveram no país no início de março e que regressaram entretanto a Portugal, infetados com a Covid-19.

António Sales negou qualquer contraindicação à medida da DGS para a abertura dos lares, que voltam a autorizar visitas - consoante as medidas estabelecidas - a partir do próximo dia 18 de maio.

Portugal pode ter segunda vaga da doença
"Será sempre uma possibilidade, portanto teremos que ter uma almofada para essa situação", admitiu o Secretário de Estado quando confrontado com uma possível segunda vaga de coronavírus em Portugal.

Número de recuperados disparou
Relativamente ao número de pessoas recuperadas, Graça Freitas esclareceu que o número diz, essencialmente, respeito aos doentes em hospitais.

3148 profissionais de saúde infetados com a Covid-19

Os números do passado domingo, dia 10 de maio (segundo a última atualização da DGS) dão conta de 3148 profissionais de saúde infetados com coronavírus, nomeadamente 468 médicos, 834 enfermeiros, 760 assistentes operacionais e 150 assistentes técnicos.

Viagens de emigrantes a Portugal articuladas com países de proveniência
As medidas que permitam viagens de emigrantes a Portugal "serão articuladas com os países de proveniência", sublinhou o secretário de Estado da Saúde, admitindo que "ainda não está nada definido" quanto a uma possível obrigatoriedade de quarentena.

"São situações que não estão ainda completamente definidas, mas garantidamente irão ao encontro do que todos queremos, que é ter os nossos emigrantes connosco, mas com medidas de segurança devidamente programadas. Ainda não temos nada definido [sobre períodos de quarentena]. Essas medidas serão articuladas com os diferentes países de proveniência", disse António Lacerda Sales.

"Em relação a Espanha, por exemplo, a fronteira está fechada, mas serve para mercadorias, trabalhadores transfronteiriços e situações de emergência. Estamos em constante contacto com o Governo espanhol no sentido de podermos articular medidas e decisões e igualmente faremos com outros países de proveniência", fricou o secretário de Estado.

António Lacerda Sales apontou que "não falta muito" para se procurar "perceber quais foram os resultados do desconfinamento", reiterando que as "decisões serão tomadas com flexibilidade e na devida proporcionalidade".

"Estamos atentos à situação dos emigrantes de quem nós gostamos muito de ter em Portugal todos os anos (...) Dentro de algum tempo penso que poderemos começar a fazer algum balanço e a ter algumas respostas", disse o governante.

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