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14 mortos por coronavírus nas últimas 24 horas. Há mais 252 infetados

Número de recuperados não aumentou. Há menos um doente internado e um doente em cuidados intensivos.
Correio da Manhã 21 de Maio de 2020 às 13:09
Coronavírus
Coronavírus FOTO: EPA
Portugal regista esta quinta-feira 1.277 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que na quarta-feira, e 29.912 infetados, mais 252, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de quarta-feira, em que se registavam 1.263 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (29.912), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 252 casos do que na quarta-feira (29.660), representando uma subida de 0,8%.

A taxa de letalidade global é de 4,3%, já a de doentes acima de 70 anos é de 16,3%.  

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (717), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (297), do Centro (232), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de quarta-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 653 vítimas mortais são mulheres e 624 são homens.

Das mortes registadas, 864 tinham mais de 80 anos, 246 tinham entre os 70 e os 79 anos, 113 tinham entre os 60 e 69 anos, 40 entre 50 e 59, 13 entre os 40 e os 49 e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 608 doentes estão internados em hospitais, menos um do que na quarta-feira (-0,2%), e 92 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos um (-1,1%).

A recuperar em casa estão 21.575 pessoas.

"Continua a ser a prevenção a única vacina de que dispomos"
O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, sublinhou esta quinta-feira que num dia em que se ultrapassou a barreira dos 5 milhões de infetados pela Covid-19, é importante manter os cuidados aconselhados pela DGS. 

Lacerda Sales sublinhou que a única vacina de momento é a prevenção e esta tem de se manter na ordem do dia. 

Casos na SONAE
A diretora geral da Saúde, Graça Freitas, confirmou durante a habitual conferência sobre a Covid-19 que 70 trabalhadores da Sonae na Azambuja estão infetados com coronavírus.

Segundo a mesma, os casos naquela empresa estão a ser seguidos de perto e não apresentam gravidade. Graça Freitas sublinhou que estes 70 funcionários são "trabalhadores jovens", muitos dos quais vivem em conjunto em alojamentos por estarem deslocados, e "estão clinicamente bem, não estão internados".

"Os dois setores da Sonae que apresentaram casos positivos fizeram até à data 339 testes que permitiram identificar 70 pessoas positivas, sendo que estas 70 pessoas estão todas bem", afirmou a diretora-geral da Saúde.

3317 profissionais de saúde infetados com coronavírus
Quanto aos profissionais de saúde, Lacerda Sales admite que há 3317 infetados, 480 dos quais são médicos e 1088 enfermeiros. Revela ainda que há 1071 recuperados.

Ministério da Saúde admite atrasos no pagamento às instituições sociais
O secretário de Estado da Saúde admitiu atrasos no pagamento às Instituições Particulares de Solidariedade Social que integram a Rede de Cuidados Continuados e disse que as dívidas vão ser regularizadas "dentro do possível".

"Temos feito um esforço no sentido de efetuar os pagamentos em atraso, mas reconheço que, nesta fase difícil, tivemos de alocar recursos para outras atividades, o que fez com pudessem ter atrasado", disse António Lacerda Sales, na conferência de imprensa sobre o ponto de situação diário da pandemia no país

O governante adiantou que já foram pagos "mais de 56 milhões de pagamentos à Rede Nacional de Cuidados Continuados", desde o início do ano.

Questionado sobre as dívidas por pagar, que estão a dificultar o trabalho das instituições sociais no combate à pandemia de covid-19, respondeu que "dentro do possível [a tutela vai] normalizar os pagamentos".

Testes serológicos parciais serão "tidos em conta" para "avaliação da imunização da população"
Os testes serológicos feitos por entidades como hospitais, instituições académicas, autarquias ou clubes de futebol, serão "tidos em conta" para "uma avaliação da imunização da população" portuguesa face à covid-19.

"Temos o nosso projeto piloto que abrange cerca de 2.000 pessoas, um estudo coordenado pelo Instituto Ricardo Jorge, mas obviamente que todos os restantes estudos e testes em diferentes segmentos serão importantes para uma avaliação da imunização da população no futuro", disse António Lacerda Sales durante a conferência de imprensa diária sobre a pandemia covid-19 em Portugal.

Lacerda Sales frisou que as iniciativas levadas a cabo por várias instituições serão "muito importantes" para "efeitos de acompanhamento epidemiológico" e, ainda que sem precisar em que moldes e como, disse que estes testes serão alvo de atenção a nível central. "Serão com certeza tidos em conta para uma avaliação da imunização da população", referiu.

A Universidade do Porto começou hoje a fazer testes serológicos aos funcionários docentes e não docentes com o objetivo de "caracterizar" a resposta imunológica da comunidade académica à covid-19.



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