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Coronavírus já fez 380 mortes em Portugal. Há mais 699 infetados

Número de recuperados sobe para 196.
Correio da Manhã e Lusa 8 de Abril de 2020 às 12:59
Coronavírus
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Subiu para 380 o número de mortos por coronavírus em Portugal, segundo informação avançada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) esta quarta-feira. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela DGS, registaram-se mais 35 vítimas mortais nas últimas 24 horas.
No total estão confirmados 13141 pessoas infetadas, mais 699 que na terça-feira. 5903 aguardam ainda pelos resultados laboratoriais.

Até ao momento há 1211 pessoas internadas, das quais 245 encontram-se em unidades de cuidados intensivos.

O número de casos recuperados subiu para 196, mais 12 do que na terça-feira.

Segundo o boletim epidemiológico, a distribuição dos casos faz-se da seguinte forma: a região Norte tem 208 mortos e 7386 casos; a região Centro contabiliza 96 mortes e 1865 casos; já na região de Lisboa e Vale do Tejo são 68 as mortes registadas e 3424 pessoas infetadas; a região do Alentejo continua sem registar mortes e conta com 93 casos; a região sul, do Algarve, contabiliza 8 vítimas mortais e 251 casos de Covid-19.

Desde dia 1 de janeiro de 2020 que já foram registados um total de 104886 casos suspeitos.

Momentos depois de ter sido divulgado o boletim diário da DGS, deu-se início à conferência habitual. Nesta, foi destacaram-se questões relativamente à curva portuguesa relacionada com o novo coronavírus. Sobre essa, António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, explicou que esta pode mostrar uma "oscilação", no entanto a resposta tem de continuar a ser "firme e determinada". "Não podemos vacilar sob pena de prolongarmos o que ninguém quer prolongar", acrescentou. O secretário de Estado da Saúde rematou ainda que "só em conjunto" será possível vencer esta pandemia que se vive atualmente a nível mundial.

O secretário de Estado da Saúde deu ainda conta de que Portugal realizou desde 01 de março mais de 130 mil testes de rastreio à Covid-19 e na semana passada 65 mil destinaram-se à região Norte. "Desde o dia 01 de março, foram processadas mais de 130 mil amostras processadas para diagnóstico de covid-19 em Portugal", afirmou António Lacerda, acrescentando que a informação sobre os testes realizados vai passar a estar disponível diariamente.

O governante explicou que a intenção é que os materiais, sejam rastreios, equipamentos de proteção ou ventiladores, "cheguem aos locais que mais precisam, de forma equitativa", acrescentando que, na semana passada, "65 mil testes" de diagnóstico foram enviados para o Norte do país.

António Sales garantiu que foi feito um "reforço" da capacidade de testagem e explicou que foi priviligiada a zona Centro a nível de testes por haver "maior densidade" de lares.

Questionado sobre a falta de material para a realização de testes, o secretário de Estado da Saúde esclareceu que não há falta "de testes nem zaragotas". "Temos é dificuldades nos reagentes de extração, que estamos a tentar resolver", clarificou.

O secretário de Estado da Saúde admitiu assim as "dificuldades" com a falta de reagentes necessários para a realização de testes de diagnóstico à covid-19, manifestando disponibilidade para ajuste e afinação regionais dos rastreios.

"Não haja nenhuma dúvida de que há, garantidamente, um reforço da nossa capacidade de testagem. Não temos falta de testes ou zaragatoas. Temos algumas dificuldades nos reagentes de extração que estamos a tentar resolver. Todos estes componentes fazem os testes. Esta situação, em que estamos com maior dificuldade, estamos a tentar resolver para que possamos testar ainda mais e com maior reforço", afirmou António Lacerda Sales na conferência de imprensa diária de balanço sobre a pandemia do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, em Portugal.

O governante respondeu desta forma quando foi questionado, pela segunda vez, sobre o facto de Gondomar estar a fazer 40 testes diários apesar da capacidade de realizar 400.

Também João Goveia, coordenador da "task force" da DGS na área dos cuidados intensivos, para planeamento e operacionalização dos recursos, prestou declarações nesta conferência. "A resposta da medicina intensiva tem sido excelente", começou por referir, avançando que apesar da "carência crónica de ventiladores, monitores e camas" nos hospitais, esse problema "tem sido combatido".

Graça Freitas, Diretora-Geral da Saúde, também marcou presença nesta conferência de imprensa. Questionada sobre Portugal já ter atingido ou não o pico do novo coronavírus, Graça Freitas referia que ainda não é possível saber se "estamos em planalto" apesar de as curvas real e projetada apresentarem uma "certa estabilidade".



Apesar dessa estabilidade, a Diretora-Geral da Saúde assume e alerta ser possível, no futuro, verificar uma nova subida nas curvas caso as medidas preventivas sejam alividas.

Questionada sobre a percentagem de população imunizada ao Covid-19 em Portugal, Graça Freitas referiu que tal pergunta só pode ter resposta depois de serem realizados inquéritos sorológicos, que incluem recolha de sangue e outros mecanismos que serão remetidos para a fase de convalescência do coronavírus.

Em atualização

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