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Correio da Manhã

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António Costa defende que "seria grande falta de respeito" regresso ao ensino à distância

"Temos de garantir a liberdade das nossas crianças e dos nossos jovens", avança o primeiro-ministro.
Lusa 31 de Outubro de 2020 às 22:44
Alunos
Alunos FOTO: Getty Images
O primeiro-ministro enalteceu este sábado o trabalho da comunidade educativa na abertura do ano letivo, defendendo que "seria, no mínimo, uma grande falta de respeito" que a sociedade não se empenhasse para evitar um novo confinamento devido à pandemia.

"Temos de garantir a liberdade das nossas crianças e dos nossos jovens não terem de novo o seu ano letivo perturbado e poderem manter a sua atividade escolar normal", afirmou António Costa, numa conferência de imprensa após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que decorreu no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, para decretar novas medidas restritivas para controlar o aumento de casos de covid-19 em Portugal.

Após anunciar o confinamento parcial em concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, medida que abrange 121 municípios do território continental nacional, o primeiro-ministro disse que "há aqui duas linhas vermelhas muito claras", referindo-se à educação e ao trabalho.

"Todos, seguramente, tínhamos muitas angústias sobre como iria correr a reabertura do ano letivo e a verdade é que esta reabertura do ano letivo tem corrido de uma forma impecável, com uma grande organização das escolas, um grande empenho de todos os professores, da comunidade educativa, dos alunos", apontou António Costa.

Em modo de balanço, o governante indicou que são residuais -- tendo em conta a população escolar -- o número de casos de covid-19 detetados de alunos ou docentes ou não docentes infetados nas escolas.

"Portanto isso corresponde a um esforço muito grande que as comunidades educativas fizeram e seria, no mínimo, uma grande falta de respeito para o grande trabalho que foi feito na preparação deste ano letivo que o conjunto da sociedade não se empenhasse para garantir que o ano letivo decorre sem qualquer incidente", declarou o primeiro-ministro.

No início da pandemia em Portugal, em março, as escolas foram obrigadas a encerrar e o ensino passou a ser assegurado à distância, inclusive através da telescola.

Além da medida do confinamento parcial em 121 concelhos do território continental nacional, o Governo decidiu renovar a situação de calamidade em todo o país até às 23h59 do dia 15 de novembro, que está em vigor desde 15 de outubro, no âmbito da pandemia da doença covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 45,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.507 pessoas dos 141.279 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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