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Correio da Manhã

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António Costa quer vacinar 1,4 milhões de portugueses contra a Covid-19 até abril

Até ao momento foram já administradas mais de "meio milhão de vacinas".
Lusa 13 de Fevereiro de 2021 às 10:56
António Costa
António Costa FOTO: Direitos Reservados
O primeiro-ministro, António Costa, fixou este sábado como objetivo vacinar 1,4 milhões de portugueses até "ao princípio de" abril, depois de já terem sido administradas mais de "meio milhão de vacinas".

"Na semana passada, ultrapassámos o meio milhão de vacinas já administradas, o objetivo que temos é que, até ao princípio de abril, consigamos cumprir o objetivo de vacinar 1,4 milhões de portugueses entre aqueles que estão nos grupos de riscos prioritários e os que prestam serviços nos serviços essenciais", afirmou António Costa.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final de uma visita ao Quartel de Conde de Lippe, na Ajuda, em Lisboa, um dos locais onde arrancou este sábado o processo de vacinação contra a covid-19 de efetivos da GNR e PSP.

António Costa reafirmou o objetivo de "chegar ao final do verão com 70% da população portuguesa devidamente vacinada".

"Até ao final do verão temos um longo percurso, ainda estamos no inverno, ainda não chegámos sequer à primavera", alertou, apelando a todos que prossigam até lá com as medidas de proteção individual.

O primeiro-ministro recordou que o Governo definiu, para a vacinação, duas prioridades: "Primeiro, vacinar pessoas que têm maior grau de risco de infeção; em segundo, vacinar as pessoas que é fundamental proteger para nos protegerem a todos nós".

Foi neste segundo objetivo que Costa enquadrou o processo de vacinação iniciado nas forças de segurança, salientando que GNR e PSP "têm sido indispensáveis desde o início da pandemia".

"As forças de segurança têm sido essenciais no controlo fronteiriço, na segurança de todos os circuitos de receção, armazenamento e distribuição de vacinas e muito importantes para assegurar a efetividade do cumprimento das restrições que têm sido impostas nos direitos, liberdade e garantias e no acompanhamento dos infetados e dos isolados", exemplificou.

Para o primeiro-ministro, a vacinação dos quadros da GNR e PSP "é fundamental para assegurar o bom funcionamento do Estado e assegurar que são protegidos os que são indispensáveis" à proteção dos restantes cidadãos.

Antes, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, salientou o papel de "primeira linha" das forças de segurança desde o início da pandemia, em março do ano passado, quer no cumprimento das regras do estado de emergência, quer no acompanhamento de portugueses infetados ou isolados, quer na desinfeção de "centenas de lares e hospitais".

"As forças de segurança têm tido em toda esta maratona uma presença que todos os portugueses conhecem e respeitam", disse, salientando que também muitos elementos da GNR e PSP já estiveram ou infetados ou isolados devido à covid-19.

Antes das declarações, que decorreram ao ar livre, o primeiro-ministro, acompanhado do ministro da Administração Interna e do secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, acompanharam ao vivo o processo de administração de algumas vacinas em efetivos da GNR e PSP no Quartel de Conde de Lippe, onde se concentrará o processo de vacinação das forças de segurança na zona de Lisboa para aliviar os serviços de saúde.

Na sexta-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI informou que vinte mil agentes de forças policiais vão ser vacinados nas próximas três semanas, incluindo 10 mil agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) e de 10 mil militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), numa ordem definida pela GNR e PSP com base em critérios operacionais.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.368.493 mortos no mundo, resultantes de mais de 107,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.034 pessoas dos 781.223 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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