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Correio da Manhã

Sociedade
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Ataques de cães aumentaram em 2018

No ano passado, as autoridades registaram uma média de quatro ataques por dia, totabilizando 1.359, mais 170 do que em 2017.
7 de Maio de 2019 às 09:23
Ataques de cães aumentaram em 2018
Ataques de cães aumentaram em 2018
Ataques de cães aumentaram em 2018
Ataques de cães aumentaram em 2018
Ataques de cães aumentaram em 2018
Ataques de cães aumentaram em 2018
As autoridades nacionais registaram 1.359 participações por mordeduras de cães em 2018, mais 170 do que as registadas no ano anterior (1.189).

O número de casos detetados de ataques deve manter-se em 2019, de acordo com a imprensa de hoje. Apenas nos primeiros três meses deste ano, foram registados 282 ataques destes animais a humanos. Em 2018, no período homólogo, tinham sido registados menos seis ataques. 

Veterinários avançaram à imprensa de hoje que o aumento de matilhas de cães que andam nas ruas pode estar diretamente relacionado com este aumento, ao mesmo tempo que se culpa a alegada irresponsabilidade dos donos para controlar os seus animais de companhia.

"Assistimos a um autêntico impingir de animais de estimação, sem que se tenha em conta se os detentores têm capacidade para lidar com certas raças e certos cães de porte médio ou grande", afirma Ricardo Lobo, da Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios (ANVETEM).

Lobo considera que seria importante haver entrevistas a possíveis donos de animais antes que estes decidissem adotar, como já acontece na Holanda, por exemplo. "Há que perceber se os detentores estão preparados para as exigências de educar um canídeo ou se o querem apenas por capricho", acrescenta. 

Já o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, considera que Portugal vai continuar a ver aumentar o número de matilhas selvagens devido à sobrelotação dos canis municipais.
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