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Correio da Manhã

Sociedade
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Autoridades apertam cerco aos setores da construção e do comércio

Autoridade das Condições do Trabalho reforça fiscalização nas obras. Setor tem maior incidência de Covid-19.
Miguel Balança 8 de Junho de 2020 às 09:00
Construção civil
Construção civil FOTO: Pedro Ferreira
A identificação de surtos de Covid-19 em obras e plataformas logísticas na Região de Lisboa e Vale do Tejo leva o Governo a apertar o cerco aos setores da construção e comércio. A Autoridade das Condições do Trabalho (ACT) vai reforçar, já esta semana, a fiscalização ao cumprimento das medidas de restrição impostas na construção civil e a PSP prepara-se para, nos próximos dias, intensificar a ação em superfícies comerciais.

"Se necessário, serão encerrados os estabelecimentos que não promovam o cumprimento das regras", destacou Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, que coordenada a resposta do Executivo ao avançar da pandemia na Grande Lisboa. Em oito mil verificações de cumprimento de medidas de isolamento, a PSP registou cinco situações de desobediência, de que resultaram cinco detenções. Doze espaços comerciais foram encerrados.

É a resposta do Governo face aos resultados da megaoperação de rastreio na região, cujos dados preliminares revelaram uma maior incidência de casos na construção civil, mas que, segundo defende a ministra da Saúde, não podia ter começado mais cedo. Marta Temido adiantou, contudo, que a suspensão de cirurgias e consultas não urgentes nos hospitais da região "pode terminar em poucos dias". A governante disse ainda esperar que, em todo o País, o regresso às escolas, em setembro, decorra com "normalidade". Anunciou também que os lares serão visitados por equipas de saúde familiar "enquanto durar" a pandemia.

PORMENORES
Resultados
Das 14 mil amostras recolhidas na operação de rastreio à Covid-19 em Lisboa, 8907 já foram processadas. Destas, 396 deram positivo, isto é, 4,4% do total. Os restantes resultados saem hoje.

Explicação
A ministra da Saúde explica o surto em Lisboa com três fatores: um atraso da curva epidémica na região, a testagem intensiva e a especificidade dos novos casos — jovens e assintomáticos.

Cuidados
Marta Temido adiantou que nas 300 unidades da rede nacional de cuidados continuados só 13 têm ainda doentes internados positivos, num total de 26 pessoas. Não há mortes desde 22 de abril.
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