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Correio da Manhã

Sociedade
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Barreiras no "acesso a medicamentos inovadores" deixam doentes com cancro em risco

Médicos dizem-se impedidos de administrar remédios aos pacientes.
Edgar Nascimento 11 de Setembro de 2019 às 08:40
Doente com cancro
Doente com cancro FOTO: iStockPhoto
O Conselho Nacional da Ordem dos Médicos (CNOM) entende que há clínicos que estão a ser "impedidos de proteger a vida de doentes com cancro", denunciando barreiras no acesso a "medicamentos potencialmente inovadores" que colocam "doentes em risco de vida". O órgão máximo da Ordem quer quer sejam diretamente responsabilizados os diferentes peritos envolvidos na cadeia de acesso ao medicamento por decisões erradas que impeçam de "preservar a vida de doentes dom cancro".

"Negar no SNS o acesso dos doentes a medicação com efeito comprovado na diminuição do risco de recidiva ou no aumento da probabilidade de sobrevivência constitui uma situação muito grave, ainda mais quando sabemos que, em muitos casos, a mesma medicação está livremente disponível para uso no setor privado e social", refere o CNOM, que recomenda aos médicos que expliquem aos seus doentes as melhores opções terapêuticas e que limitações estão a ser impostas por "entidades externas".

Em reação a estas acusações, a ministra da Saúde, Marta Temido, rejeitou que existam dificuldades no acesso a medicamentos inovadores por motivos financeiros e remeteu para os peritos e técnicos um entendimento sobre os remédios para o cancro. No sábado, o presidente do Infarmed, Rui Ivo, garantiu que a avaliação das autorizações especiais para uso de medicamentos para o cancro tem em conta critérios que são apenas técnicos e clínicos.
Conselho Nacional da Ordem dos Médicos CNOM saúde medicina doenças cancro
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