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Correio da Manhã

Sociedade
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Bento XVI ataca cultura gay e revolução sexual

Papa emérito aborda temática dois meses depois da cimeira convocada por Francisco.
Secundino Cunha 12 de Abril de 2019 às 01:30
Bento XVI
Papa Francisco
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Papa Francisco
Menos de dois meses depois da cimeira organizada pelo Papa Francisco contra os abusos sexuais na Igreja, Bento XVI atribui, num texto polémico, a culpa do flagelo da pedofilia no clero à revolução sexual que se seguiu ao Maio de 68 e à ‘cultura gay’ que se instalou nos seminários.

"Em vários seminários foram estabelecidos grupos homossexuais que agiram mais ou menos abertamente, o que mudou significativamente o clima que se vivia ali", escreve o Papa emérito, num longo texto que pretendia publicar num jornal alemão na Semana Santa, mas que foi parar ao ‘New York Post’.

Bento XVI diz que "entre as liberdades pelas quais a revolução de 1968 lutou estava a total liberdade sexual" e que "parte da fisionomia da Revolução de 1968 foi que a pedofilia também foi diagnosticada como um comportamento aceitável e apropriado".

Num texto que surge pouco tempo depois de Francisco ter debatido o assunto com os presidentes das conferências episcopais de todo o Mundo e que por isso está a gerar grande polémica no Vaticano, Bento XVI diz que, nas décadas de 60 e 70 do século passado, teve conhecimento de casos moralmente condenáveis, como o de "um bispo, que tinha sido reitor de um seminário, que fez os seminaristas assistirem a filmes pornográficos". A Santa Sé não comenta o texto de Bento XVI.

Bento XVI informou o Papa Francisco
Apesar de ter informado o Papa Francisco e o cardeal Pietro Parolin da publicação do texto, referindo que se tratava da sua contribuição para "ajudar a Igreja nesta hora tão difícil", Bento XVI está a ser alvo de fortes críticas por parte de um vasto setor da Cúria.

Oficialmente não houve, até agora, qualquer comentário por parte da Santa Sé. Na última abordagem ao tema, Francisco disse esperar em breve "bons resultados da cimeira".
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