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Correio da Manhã

Sociedade
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Câmara de Reguengos de Monsaraz ativa Plano Municipal de Emergência

Lar regista já oito mortes, sete utentes e uma funcionária, e 138 casos ativos.
Lusa 2 de Julho de 2020 às 17:18
Coronavírus em Reguengos de Monsaraz
Lar de idosos em Reguengos de Monsaraz
Coronavírus em Reguengos de Monsaraz
Lar de idosos em Reguengos de Monsaraz
Coronavírus em Reguengos de Monsaraz
Lar de idosos em Reguengos de Monsaraz
A Câmara de Reguengos de Monsaraz (Évora) ativou esta quinta-feira o Plano Municipal de Emergência para gerir o surto de covid-19 no concelho, já que a generalidade de Portugal continental entrou em situação de alerta na quarta-feira.

"Com o fim da situação de calamidade", que vigorava no país até terça-feira, os planos municipais de emergência, que estavam ativados automaticamente em todo o território nacional, "deixaram de estar em vigor", disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, José Calixto.

Por isso, face ao surto de covid-19 existente no concelho, surgido, no dia 18 de junho, no Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), que já provocou, até hoje, oito mortos e conta com 138 casos ativos, o município decidiu ativar o seu plano de emergência, tendo reunido hoje a Comissão Municipal de Proteção Civil.

"A situação no concelho e toda a gestão do surto epidémico que aqui aconteceu implicou que a Comissão Municipal de Proteção Civil, hoje de manhã, ativasse o Plano Municipal de Emergência, no sentido de termos uma situação de gestão de crise adequada face ao surto epidémico que temos", justificou. 

Segundo o autarca, só na quarta-feira é que o concelho esteve sem plano de emergência em vigor, uma vez que a generalidade do país já se encontrava em situação de alerta e ainda não havia esta deliberação ao nível municipal.

"Não reunimos ontem [na quarta-feira] a Comissão Municipal de proteção Civil porque era necessária uma vistoria ao espaço" para onde vão ser transferidos os utentes do lar da FMIVPS que estão infetados com a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e esta "foi feita hoje" pela Autoridade de Saúde Pública, disse.

A generalidade de Portugal continental entrou às 00:00 de quarta-feira em situação de alerta devido à pandemia de covid-19, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa, onde 19 freguesias continuam em situação de calamidade e as restantes passam a contingência.

Portugal continental ficou assim dividido em três níveis de alerta para fazer face à pandemia de covid-19, passando a maior parte do país para situação de alerta, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) para situação de contingência (nível intermédio) e 19 freguesias de cinco municípios da AML em estado de calamidade.

O primeiro-ministro, António Costa, já avisou que o país vai manter-se em situação de alerta até que a pandemia de covid-19 esteja ultrapassada.

A situação de alerta, aquela em que o país se encontrava antes de ser decretado o estado de emergência em 18 de março, é o nível mais baixo de intervenção previsto na Lei de Bases de Proteção Civil, depois da situação de contingência e de calamidade (mais elevado).

Com a situação no lar, o concelho de Reguengos de Monsaraz regista o maior surto da doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 do Alentejo, contabilizando, até hoje, oito mortes (sete utentes e uma funcionária) e 138 casos ativos.

Portugal contabiliza pelo menos 1.587 mortos associados à covid-19 em 42.782 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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