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Correio da Manhã

Sociedade
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Câmara de Setúbal defende fim de concessão ferroviária à Fertagus

"A autarquia insta o Governo a adotar as medidas necessárias para integrar na CP o serviço de transporte público de passageiros", referiu o município sobre a empresa.
23 de Agosto de 2018 às 18:35
Comboio da Fertagus
Fertagus
Comboio da Fertagus
Comboio da Fertagus
Fertagus
Comboio da Fertagus
Comboio da Fertagus
Fertagus
Comboio da Fertagus
A Câmara Municipal de Setúbal aprovou, em reunião pública, uma moção que defende o fim da exploração de transporte ferroviário pela Fertagus e a integração do serviço na CP - Comboios de Portugal, informou esta quinta-feira o município.

"A autarquia insta o Governo a adotar as medidas necessárias para integrar na CP o serviço de transporte público de passageiros atualmente prestado pela Fertagus", referiu o município em comunicado.

A Fertagus assegura a ligação ferroviária entre a denominada Margem Sul (distrito de Setúbal) e Lisboa, atravessando a Ponte 25 de Abril, num percurso de 57 minutos entre Setúbal e Roma-Areeiro.

Numa reunião realizada na quarta-feira, a Câmara de Setúbal defendeu que este serviço "pode e deve ser gerido pelo operador público de transporte ferroviário", acrescentando que, com o fim do contrato de concessão à Fertagus em 2019, "está aberta uma oportunidade para o fazer".

Em junho a Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul criou um manifesto em que exige o fim da parceria público-privada com a Fertagus.

A Câmara de Setúbal subscreveu agora este documento, tendo em conta a "defesa do interesse público e de transportes de qualidade" para os habitantes da península de Setúbal.

O manifesto em causa defende que, através da integração da empresa privada na CP, o Estado passaria a beneficiar das receitas em vez da Fertagus - que utiliza comboios, linhas e estações ferroviárias públicas -, os utilizadores teriam tarifas mais reduzidas e os trabalhadores melhoravam os seus direitos e qualidade de vida.

O documento reúne o apoio de mais de 200 entidades, entre as quais a Câmara Municipal do Seixal.

O manifesto foi entregue, em 17 de julho, na residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, ao vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão e aos grupos parlamentares.

Na ocasião, um dos membros da comissão, Marco Sargento, disse à agência Lusa que "o Governo assumiu estar a analisar este assunto", mas ainda não tinha "uma decisão tomada".
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