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Correio da Manhã

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Câmara do Porto alarga rastreio do coronavírus a pessoas sem-abrigo e portadoras de deficiência

Em novembro, autarquia tinha sinalizados 560 sem-abrigo, 140 a viver na rua e 420 em alojamentos temporários.
Lusa 6 de Abril de 2020 às 18:40
Sem-abrigo
Sem-abrigo FOTO: Getty Images
A Câmara do Porto anunciou hoje que vai alargar o programa de rastreio à covid-19, já em curso nos lares da cidade, a pessoas em situação de sem-abrigo e a portadores de deficiência.

De acordo com a síntese da reunião do executivo municipal, divulgada pela maioria, o anúncio foi feito pelo vereador da Habitação e Coesão social, Fernando Paulo, que adiantou que a iniciativa irá ser alargada a todos os albergues e centros de acolhimento de pessoas em situação sem-abrigo, bem como a lares residenciais que acolhem pessoas com deficiência.

Como resposta à população sem-abrigo, a autarquia, tinha já anunciado, em março, a criação de um Centro de Acolhimento de Emergência Covid-19 no antigo Hospital Joaquim Urbano, com capacidade para 40 pessoas.

Em novembro, a Câmara do Porto tinha sinalizados 560 sem-abrigo, 140 a viver na rua e 420 em alojamentos temporários, sendo que a maioria são homens entre os 45 e 64 anos e estão nestas situações há mais de um ano.

Segundo a maioria, o rastreio anunciado hoje irá abranger também os funcionários destas instituições, tal como no caso do programa de rastreios dos lares da cidade que permitiu que, até ao momento, "fossem testadas quase 1.400 pessoas, de 21 instituições".

O programa rastreio aos idosos e funcionários dos lares foi lançado a 26 março. À data, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, avançava que, para além da realização de testes a toda a população idosa institucionalizada, o programa incluía ainda o seu acompanhamento posterior em centros propositadamente preparados pela autarquia para o efeito.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

Dos infetados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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