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Correio da Manhã

Sociedade
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Centenas de pessoas realojadas em estruturas de apoio para cumprir isolamento devido à covid-19

Secretário de Estado da Saúde afirmou que existiam "mais de 1.000 camas disponíveis e preparadas para acolher se houvesse necessidade".
Lusa 8 de Junho de 2020 às 16:30
Coronavírus
Coronavírus FOTO: EPA
O secretário de Estado da Saúde afirmou esta segunda-feira que "várias centenas de pessoas" tiveram de ser realojadas em estruturas de apoio, como pousadas de juventude, por não terem condições habitacionais para cumprirem o isolamento devido à infeção por covid-19.

"Tivemos mais de 1.000 camas disponíveis e preparadas para acolher se houvesse necessidade e foram várias centenas de pessoas que tiveram de ser realojadas nestes locais", disse António Lacerda Sales na conferência de imprensa diária sobre a Covid-19.

As autoridades de saúde tiveram desde o início várias estruturas preparadas como as pousadas de Juventude de Lisboa, de Oeiras, de Almada, de Setúbal o Inatel da Foz do Arelho, o Inatel de Almada, a base militar da Ota a Base Naval do Alfeite e até o Hospital de Belém que ainda está preparado para essas situações.

"Nenhuma destas estruturas ficou completamente cheia e, portanto, continuam disponíveis caso existam determinações por parte das autoridades de saúde pública para realojamento seja de doentes positivos, seja de doentes negativos, quando os positivos ficam em casa", sublinhou o secretário de Estado da Saúde.

A Movijovem, entidade que gere as Pousadas da Juventude, cedeu estas estruturas, no final de março, a autarquias, proteção civil e instituições de saúde.

Segundo dados da Movijovem, 30 das 42 pousadas da juventude foram sinalizadas pelas autoridades competentes como sendo as que melhor poderiam dar resposta às necessidades, tendo sido utilizadas 16.

"Atualmente, e tendo por base os valores comunicados pelas entidades que se encontram responsáveis por cada uma das pousadas, foram acolhidas cerca de 700 pessoas, correspondendo a mais de 10 mil dormidas", refere a Movijovem numa nota enviada à agência Lusa.

Estas estruturas foram utilizadas por profissionais de saúde, elementos da proteção civil, pessoas em quarentena ou isolamento profilático, pessoas em situação de sem-abrigo, idosos que foram deslocados dos lares onde viviam ou famílias que, por algum motivo, precisaram de alojamento.

Questionado na conferência de imprensa sobre a situação na central da fruteira do Bombarral, António Lacerda Sales afirmou que no domingo foi terminado o processamento dos 274 testes realizados, 20 dos quais deram positivos.

Segundo o governante, ainda no domingo a autoridade local de saúde deslocou-se a esta central, foi feita a respetiva vistoria e foi decidido que se manteria a laborar com as condições de segurança que são exigidas nesta matéria.

Portugal regista hoje 1.485 mortes relacionadas com a covid-19, mais seis do que no domingo, e 34.885 infetados, mais 192, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de domingo, em que se registavam 1.479 mortes, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,4%. Já os casos e infeção subiram 0,6%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo (13.222), onde se tem registado maior número de surtos, há mais 149 casos de infeção (+1,1%).

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