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Correio da Manhã

Sociedade
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Centro Hospitalar de Leiria dá apoio emocional a crianças e adolescentes

"Trata-se de uma resposta adicional para fazer face aos efeitos da pandemia, de uma forma rápida e flexível", afirma a instituição.
Lusa 25 de Novembro de 2020 às 13:48
Todos os arguidos vão ter ainda de pagar 13 468 euros ao Centro Hospitalar de Leiria
Todos os arguidos vão ter ainda de pagar 13 468 euros ao Centro Hospitalar de Leiria FOTO: Rui Miguel Pedrosa
O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) disponibiliza apoio emocional a crianças e adolescentes, incluindo aos filhos dos seus profissionais, para promover e proteger a sua saúde mental, na sequência da pandemia de covid-19, anunciou a instituição.

Uma nota de imprensa refere que o apoio à população jovem até aos 18 anos é "prestado pela Unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do CHL, constituída por duas pedopsiquiatras e dois psicólogos".

"Neste período de pandemia e, perante o isolamento social e incerteza em que vivemos, torna-se crucial adotar medidas de promoção da saúde mental, pois só dessa forma conseguiremos minorar o impacto da situação atual", afirma, citada na nota, a coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do CHL, Graça Milheiro.

Segundo Graça Milheiro, trata-se de "um período difícil para todos", pelo que "é natural que surjam dúvidas e dificuldades face a novos desafios".

À agência Lusa, a coordenadora salientou que "todas as crises trazem incertezas, medos e dúvidas quanto ao futuro e, por esse motivo, é normal os pais estarem inseguros e a insegurança vai refletir-se a nível profissional, social e pessoal".

"Depois, nas questões da parentalidade vão surgir dúvidas", afirmou, observando que "a insegurança dos pais gera a insegurança dos filhos, daí a importância dos pais se sentirem apoiados e terem um espaço para colocar questões".

Graça Milheiro explicou que este apoio, disponível desde hoje, "é importante numa perspetiva de prevenção e promoção da saúde mental dos filhos", referindo que os pais, "perante dificuldades psicossociais que tenham surgido nos filhos, podem colocar questões".

"Da experiência da nossa unidade, e que está a ser confirmada pelos estudos, crianças até aos 10 anos têm sentido um menor impacto psicossocial da pandemia, porque muitas delas acabam por ter oportunidade de estar com os pais e as competências que se desenvolvem nesta fase -- cognitivas e psicomotoras -- são mais de estimulação", afirmou.

Para a coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do CHL, "o grupo mais vulnerável são os jovens" dado que "as competências sociais estão mais limitadas devido ao isolamento que limita o desenvolvimento" daquelas competências.

"Nesta faixa etária, devido a esta crise, é normal que surjam problemas de ansiedade, recusas escolares e sintomas depressivos", continuou.

Graça Milheiro esclareceu que os pais contactam por 'email' e a situação é avaliada, sobretudo para "distinguir o que é normal do que pode ser patológico".

"Feita esta triagem, respondemos por escrito ou depois encaminhamos os pais para uma consulta telefónica ou presencial", declarou a coordenadora.

Segundo Graça Milheiro, "esta é uma crise que se está a prolongar no tempo e que vai originar fadiga pandémica com consequências nefastas no desenvolvimento psicossocial das crianças e adolescentes".

Para pedir apoio para crianças e jovens até aos 18 anos da área de abrangência do CHL, os interessados deverão contactar a instituição através do 'e-mail' covid19.PedSaudeMental@chleiria.min-saude.pt. Já os profissionais do CHL devem recorrer ao 'email'

covid19.apoioparentalidade@chleiria.min-saude.pt para solicitar ajuda para os seus filhos.

Na mesma nota de imprensa, o presidente do conselho de administração do CHL, Licínio de Carvalho, informa que "o apoio em causa destina-se a filhos de colaboradores, crianças e adolescentes, e não substitui a resposta" que o CHL "dá à população em termos de saúde na especialidade".

"Trata-se de uma resposta adicional para fazer face aos efeitos da pandemia, de uma forma rápida e flexível", afirma.

Segundo o seu 'site', o CHL tem como "área de influência a correspondente aos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Porto de Mós, Nazaré, Pombal, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Ourém e parte dos concelhos de Alcobaça e Soure, servindo uma população de cerca de 400.000 habitantes".

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