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Correio da Manhã

Sociedade
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CGTP diz ao Presidente da República que quer mais apoios para trabalhadores e micro e pequenas empresas

Opções do Governo têm sido sobretudo para apoiar as empresas "e nem sempre as que mais precisam".
Lusa 31 de Março de 2020 às 20:53
Isabel Camarinha
Isabel Camarinha
Isabel Camarinha
Isabel Camarinha
Isabel Camarinha
Isabel Camarinha
A CGTP defendeu esta terça-feira junto do Presidente da República a necessidade de serem melhorados os apoios aos trabalhadores e às micro e pequenas empresas, para enfrentarem os constrangimentos causados pela covid-19.

"Tentámos sensibilizar o Presidente da República para a necessidade de melhorar os apoios aos trabalhadores nesta fase crítica que enfrentamos devido à covid-19, pois consideramos que as medidas que têm sido anunciadas pelo Governo são insuficientes e desproporcionadas para os trabalhadores e para as micro e pequenas empresas", disse à agência Lusa a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, no final de uma reunião com Marcelo rebelo de Sousa.

Segundo Isabel Camarinha, as opções do Governo, liderado pelo socialista António Costa, têm sido sobretudo para apoiar as empresas "e nem sempre as que mais precisam".

A sindicalista defendeu que as micro e pequenas empresas precisam de linhas de crédito apropriadas à sua situação e os trabalhadores precisam de novas medidas que assegurem todos os postos de trabalho e as suas remunerações.

A CGTP tentou sensibilizar o Presidente da República para a necessidade de serem salvaguardados os empregos e a totalidade das remunerações dos trabalhadores, de forma a garantir "a subsistência das respetivas famílias e a viabilização da economia, evitando uma recessão profunda".

A central sindical tinha pedido esta audiência ao chefe de Estado há algum tempo para lhe apresentar as conclusões do seu último congresso, realizado em meados de fevereiro, o que fez, mas a situação decorrente da pandemia dominou o encontro.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 803 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 40 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%). 

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