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Correio da Manhã

Sociedade
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CGTP propõe manifestação nacional a realizar dia 20 de novembro

"O momento exige a adoção de uma política que valorize o trabalho e os trabalhadores", afirma a CGTP em comunicado.
Lusa 20 de Outubro de 2021 às 17:02
Bandeira da CGTP
Bandeira da CGTP FOTO: António Cotrim / Lusa
A comissão executiva da CGTP decidiu esta quarta-feira propor ao seu Conselho Nacional a realização de uma manifestação nacional a realizar em Lisboa, em 20 de novembro, pelo aumento geral dos salários e em defesa da contratação coletiva.

"A Comissão Executiva decidiu reunir o Conselho Nacional da CGTP-IN no dia 26 de outubro de 2021 e apresentar a proposta de convocar uma manifestação nacional, a realizar em Lisboa, no sábado dia 20 de novembro", pode ler-se num comunicado.

"A Comissão Executiva decidiu reunir o Conselho Nacional da CGTP-IN no dia 26 de outubro de 2021 e apresentar a proposta de convocar uma manifestação nacional, a realizar em Lisboa, no sábado dia 20 de novembro", pode ler-se num comunicado.

A CGTP entende que "o momento exige a adoção de uma política que valorize o trabalho e os trabalhadores, nomeadamente, com o aumento geral dos salários em 90 euros para todos os trabalhadores, a valorização das carreiras e profissões, a fixação de 850 euros para o SMN [salário mínimo nacional] a curto prazo", entre outras reivindicações.

A manifestação nacional, a realizar-se, acontece cerca de uma semana depois da greve nacional da função pública, marcada para 12 de novembro, pela Frente Comum.

Está ainda agendada uma greve nacional de professores para dia 05 de novembro, anunciada esta quarta-feira pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

Para a CGTP, o Governo "mais uma vez opta por não resolver os problemas estruturais há muito identificados, assentes nos baixos salários, numa legislação laboral que agride os trabalhadores, seja pelas normas que permitem e fomentam a precariedade, pela desregulação dos horários de trabalho, pela facilitação e embaratecimento dos despedimentos, seja pela manutenção da caducidade da contratação coletiva e não reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador".

A intersindical liderada por Isabel Camarinha considera que os problemas dos trabalhadores e do país "não encontram resposta nas opções do Governo", criticando a proposta do Orçamento do Estado para 2022 e as alterações à legislação laboral previstas na Agenda para o Trabalho Digno.

Entre as reivindicações da CGTP estão ainda o aumento real das pensões, as 35 horas de trabalho semanais, e revogação das "normas gravosas da legislação laboral, nomeadamente a caducidade da contratação coletiva" e a "reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador".

DF (MYCA) // MSF

Lusa/Fim

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