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Correio da Manhã

Sociedade
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Chapéus com hélices são a solução para a distância social nos jardins de infância em Arcos de Valdevez

Crianças do município de Arcos de Valdevez receberam um chapéu com hélices coloridas e que os ajudam a manter a distância de segurança necessária devido à pandemia.
SÁBADO e Lusa 2 de Junho de 2020 às 09:55
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Chapéus com hélices são a solução para a distância social nos jardins de infância em Arcos de Valdevez
A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, como forma de proteger as crianças que regressaram esta segunda-feira ao jardim de infância, criou um dispositivo que ajuda a manter sempre o distanciamento social. A solução surgiu sob a forma de um chapéu com quatro héllices. 

Cerca de 320 crianças do pré-escolar de Arcos de Valdevez construíram chapéus com hélices no âmbito de um projeto pedagógico que visou explicar, de forma "divertida", ser necessário cumprir o distanciamento físico motivado pela pandemia, explicou a autarquia.

"De uma forma divertida, lúdica e didática, as crianças perceberem que, num momento em que o desconfinamento está a acontecer, o distanciamento social tem de continuar a existir. Não entre eles, nem pouco mais ou menos, mas entre as pessoas. Perceberem porque não podem visitar e dar um abraço aos avós, se não coabitarem diariamente com eles, por que razão, na rua, as pessoas que estão nas filas, têm de estar a uma distância segura", afirmou esta terça-feira à agência Lusa a vereadora da Educação da Câmara de Arcos de Valdevez.

A autarquia investiu cerca de 1.500 euros no material para que as crianças "construíssem o seu próprio chapéu, em contexto de sala de aula, com o apoio das educadoras, que acharam a ideia excelente e colaboraram no projeto".

"Ao construírem os seus próprios chapéus, com a ajuda das educadoras, as crianças perceberam, de uma forma visual, qual é a distância segura a que devem estar as pessoas umas das outras", especificou.

Emília Cerdeira acrescentou que "todos os anos as crianças levam para casa uma recordação do Dia Mundial da Crianças, oferecida pela câmara e, este ano, não foi exceção".

"O chapéu com hélices não é para usar na escola. Foi levado para casa, até para explicarem aos pais, tal como já aconteceu com outras temáticas como a reciclagem, a separação do lixo e ou a poupança da água, o porquê do afastamento social", sublinhou.

Os chapéus foram montados pelos próprios alunos e apelidados de "estamos de volta", informa a autarquia num comunicado divulgado nas redes sociais. Segundo a autarquuia, cada hélice tem 1,20 metros e funciona "como uma sugestão amiga de afastamento".

Segundo a autarquia, foram oferecidos às crianças 380  destes dispositivos que tentam promover a segurança de uma forma lúdica. Compostos por sete peças em polipropileno, a montagem do mesmo serve como um "elemento de grande originalidade e cariz pedagógico", segundo a autarquia.



A ideia recolhe, nas redes sociais, aplausos pela criatividade e críticas pelo distanciamento que cria entre as crianças. 

Para a vereadora da Educação o projeto cumpriu o objetivo para o qual foi concebido, levando que as crianças a "perceberem o lado positivo, daí os chapéus terem sido decorados com corações, estrelinhas e nuvens, e associaram o distanciamento social, fora da sala de aula, a uma regra que é necessária, mas que, se tudo correr bem, e toda a gente cumprir as normas, dentro de pouco tempo tudo vai ser colorido, tudo vai ser um arco-íris e tudo vai correr bem".

Sobre as críticas que a iniciativa recolheu na página oficial do município nas redes sociais disse: "Inicialmente não estava a conseguir perceber, mas depois, fazendo uma leitura mais profunda, acho que as pessoas ficaram com a sensação de que as crianças tiveram de usar o chapéu todo o dia, porque há fotografias dentro da sala de aula, com os chapéus. Isso não aconteceu", referiu.

A responsável reforçou que os chapéus com hélices foram levados para casa "como lembrança do Dia Mundial da Crianças". O material utilizado na sua confeção, o polipropileno, "pode ser reutilizado".

"Se as crianças quiserem desmontar os chapéus, podem utilizar o material na construção de outros brinquedos", referiu.

Esta iniciativa não é novidade, tendo já sido usada na China quando as crianças regressaram às aulas, no início de abril.

Esta segunda-feira, a diretora-geral da Saúde lembrou, no dia da criança, que é essencial que os mais novos voltem a brincar uns com os outros, mas avisou para a necessidade de não esquecer que é essencial manter as regras de segurança, apelando especial cuidado por parte dos educadores.
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