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Correio da Manhã

Sociedade
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Cirurgias urgentes adiadas devido a greve preocupam

Administradores dizem que os serviços mínimos não foram adequados à duração da paralisação.
Francisca Genésio 6 de Dezembro de 2018 às 13:31
Enfermeiros
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"Há um conjunto de doentes que se não forem operados vão ter danos claros sobre o seu estado de saúde, que não será recuperado no curto ou no longo prazo". A denúncia é feita por Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares.

Em causa está a greve cirúrgica convocada pelos enfermeiros, que decorre há uma semana e meia nos principais blocos operatórios do País.

Segundo Alexandre Lourenço, os serviços mínimos decretados para a paralisação são os "mínimos" aplicados a protestos com duração entre um e três dias, não estando por isso adaptados à duração prevista para a greve em questão - até ao final de dezembro -, o que torna a situação "extremamente grave".

Já a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, garante que os enfermeiros cumprem "escrupulosamente" os mínimos. A mesma garantia foi dada ao CM por Carlos Ramalho, presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor).

"Estamos no terreno, sabemos que estão a ser adiadas cerca de 500 cirurgias por dia, mas as urgentes nunca estiveram em causa, assegurou.

Esta quarta-feira os sindicatos tinham marcada uma reunião com a Administração Central do Sistema de Saúde. "A luta vai manter-se porque o Governo diz que só negoceia se acabarmos com a greve. Sem garantias, não o faremos", concluiu.
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