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Correio da Manhã

Sociedade
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Comissão Nacional de Proteção de Dados alerta para riscos de ensino à distância

Plataformas devem ser avaliadas antes de serem escolhidas.
Ana Silva Monteiro 12 de Abril de 2020 às 09:41
Ensino à distância
Ensino à distância FOTO: Direitos Reservados

Com as aulas a serem dadas à distância, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) identificou oito riscos e deixou doze recomendações ao Ministério da Educação e aos diretores das escolas do País. 

Entre os riscos  a CNPD, recorda que é preciso ter cuidado quando se guardam os dados  tanto dos professores como dos alunos, temendo-se, por exemplo, que possam ser partilhados com terceiros.  A CNPD explica, ainda, que por o ensino ser feito à distância é bastante mais complicado "controlar o desempenho profissional dos professores". E alerta para o risco de "definição de perfis ou de avaliações, com base na informação observada da atividade dos utilizadores ( professores e alunos", o que pode gerar um tratamento discriminatório baseado em sistemas de inteligência artificial.

Outro risco está relacionado com a "ausência de uma atribuição clara das responsabilidades" que pode fazer com que as medidas adequadas de segurança não sejam adotadas. 

Por outro lado, a proteção de dados deixa também recomendações principalmente ao Ministério da Educação, diretores das escolas, e  às famílias. 

A privacidade é o ponto fundamental e por isso  "sempre que possível, deve optar-se por tecnologias que impliquem a menor exposição possível do titular", ou seja, por exemplo, privilegiar fóruns de discussão em detrimento das videoconferências.

Também as plataformas utilizadas para o efeito devem  ser avaliadas antes de serem escolhidas.

Tratamentos no privado
A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que o Estado só vai assegurar os custos de tratamento dos doentes infetados com o novo coronavírus nos hospitais privados nos casos encaminhados pelo Serviço Nacional de Saúde. "Sempre dissemos que a porta de entrada é desejavelmente o SNS 24 e, portanto, não faria sentido que utilizássemos agora um entendimento distinto", disse.

Rodoviária em layoff
A Rodoviária de Lisboa entrou em layoff, com redução das horas de trabalho de todos os colaboradores, mas serão mantidos os "serviços mínimos de mobilidade", anunciou a empresa. "A decisão de avançar para o regime de layoff parcial tem como objetivo assegurar a manutenção dos postos de trabalho de todos os colaboradores", refere a Rodoviária de Lisboa.

Praça na Expoeste
A Praça da Fruta das Caldas da Rainha, ex líbris turístico a céu aberto, vai ser instalada no pavilhão de feiras da Expoeste, para permitir o controlo de entradas e garantir o escoamento de produtos agrícolas. Entretanto, vai ser criada a plataforma digital ‘Praça da Fruta Online’,que permitirá a aquisição de produtos locais e a sua posterior entrega em casa do consumidor.

Ajudar idosos
A Câmara de Lisboa vai reforçar a Linha de Apoio ao Idoso e criar mecanismos necessários para a aceleração dos testes a idosos e cuidadores, em parceria com as juntas de freguesia, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e os voluntários da Rede Social. Objetivo é identificar as necessidades e encaminhar as pessoas para os programas de apoio social da Câmara Municpal.

Preparar o futuro
O diretor do Teatro Nacional D. Maria II, Tiago Rodrigues, defendeu este sábado o reforço do apoio à cultura no quadro da atual crise, caso contrário "será fatal para o futuro da criação artística em Portugal". Citado pela Lusa, o dramaturgo e encenador diz que "é necessário preparar já esse futuro, que não pode ser de austeridade para a cultura, como acontece habitualmente".

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