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"100 mil testes rápidos chegam na primeira semana de novembro", diz Marta Temido

"Capacidade máxima do SNS é de 17.700 camas", avançou a ministra da saúde.
Correio da Manhã 23 de Outubro de 2020 às 19:41
Marta Temido
Marta Temido FOTO: ANTÓNIO COTRIM/lusa
Portugal registou nas últimas 24 horas mais 31 mortos e 2899 novos casos de coronavírus. Dos 31 óbitos, 9 registaram-se na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 14 na Região Norte, 5 na Região Centro, 2 no Alentejo e 1 no Algarve.

O País contabiliza, até ao momento, 2276 óbitos e 112440 infetados com a Covid-19.

A ministra da Saúde, Marta Temido, falou esta sexta-feira à noite ao País sobre a evolução da pandemia no País, afirmando que há 19700 camas das 21 mil do SNS que são de resposta à pandemia.

"A situação no Norte conhece elevada pressão", avançou a ministra da saúde.

Capacidade máxima do SNS é de 17.700 camas
A capacidade máxima de resposta dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para assistência na pandemia de covid-19 é de cerca de 17.700 camas, esclareceu a ministra da Saúde, Marta Temido.

"Para efeitos de resposta potencial, estas são 19.700 camas em hospitais gerais: 34% no Norte, 21% no Centro, 36% em Lisboa e Vale do Tejo, 4% no Alentejo e 5% no Algarve. Das cerca de 19.700 camas, algumas não podem ser consideradas para resposta a picos de afluência, com camas afetas a acidentes vasculares cerebrais, problemas coronários ou neonatologia. Por regra, para a nossa contabilização são contabilizadas apenas camas médico-cirúrgicas, ou seja, 17.700. Esta é a capacidade máxima", afirmou.

Testes rápidos
A ministra da saúde avançou que o Ministério da Saúde pré-reservou meio milhão de testes rápidos antigénio da Cruz Vermelha e que desses "100 mil testes rápidos chegam na primeira semana de novembro".

Os testes rápidos distribuídos pela Cruz Vermelha Portuguesa "não têm peso no orçamento do SNS", mas a aquisição de testes próprios "está em análise", reconhece a ministra.

Toda a Região Norte tem mapas de risco

Toda a região Norte já está com mapas de risco a funcionar e a avaliar a situação epidemiológica. São esses mapas de risco que norteiam a nossa decisão", afirmou Marta Temido na conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus.

A ministra explicou que os mapas de risco, que refletem a incidência de novos casos de covid-19 e a velocidade de crescimento da doença, é um processo recente que estava previsto no plano de saúde outono-inverno.

A governante frisou que todas as decisões tomadas em Lisboa e Vale do Tejo, designadamente nos concelhos da Amadora, Loures, Odivelas, Sintra e Lisboa, em junho e julho, foram baseadas na análise de mapas de risco.

No entanto, a ministra ressalvou que este instrumento deve ser utilizado "com prudência".

"Pode ser um instrumento muito importante na adoção de medidas locais e regionais, pode ajudar a definir as fronteiras de zonas onde há uma maior transmissão, mas têm um impacto interpretativo nas pessoas. Não podemos esquecer que mapear uma zona com uma tipologia de cores pode ter algum efeito negativo na forma como se encaram determinadas localidades", avisou Marta Temido.

A ministra disse ainda que os mapas de risco "são um instrumento", mas "não o único de tomada de decisão".




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