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Correio da Manhã

Sociedade
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Delegado de saúde ouvido pelo tribunal no caso do surto de legionella de 2014

Juíza de instrução criminal decidirá se o caso irá a julgamento.
Vanessa Fidalgo 20 de Novembro de 2019 às 08:36
A Adubos de Portugal vai ser ouvida no Tribunal de Loures
A Adubos de Portugal vai ser ouvida no Tribunal de Loures FOTO: João Santos
Arranca esta terça-feira, no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Loures, a fase de instrução do processo do surto de legionella de 2014, em Vila Franca de Xira, com a inquirição do então delegado de saúde regional de Lisboa e Vale do Tejo. Ao TIC de Loures cabe decidir se o processo segue (e em que termos) para julgamento.

Na sessão à porta fechada, a juíza de instrução criminal Ana Rita Loja vai inquirir António Barata Tavares, delegado de saúde indicado pela empresa arguida, a General Electric (que passou a chamar-se SUEZ II).

A abertura de instrução foi requerida pela Adubos de Portugal (ADP), pela SUEZ II, por sete quadros destas empresas (os nove arguidos), pelo município de Vila Franca de Xira e por 53 pessoas, 49 das quais afetadas pelo surto, mas que não constam como vítimas na acusação do Ministério Público.

Por isso, a Associação de Apoio às Vítimas do Surto de Legionella vai manifestar-se esta tarde junto ao tribunal, após ter dado entrada uma ação no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, onde é pedida uma indemnização ao Estado português de 2,6 milhões de euros.

O valor refere-se a 8050 euros relativos a cada uma das 330 vítimas cujos processos foram arquivados, por não lhes ter sido diagnosticada a mesma estirpe de bactéria encontrada nas torres de refrigeração da ADP- Fertilizantes.
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