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Correio da Manhã

Sociedade
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DGS considera "prematuro" encarar coronavírus como doença crónica

Tem sido registada a persistência de sintomas em doentes recuperados meses após a infeção.
Lusa 15 de Janeiro de 2021 às 20:03
Profissional de saúde com um doente infetado com Covid-19
Profissional de saúde com um doente infetado com Covid-19 FOTO: Lusa
O diretor do Departamento de Qualidade na Saúde da Direção-Geral da Saúde (DGS), Válter Fonseca, considerou esta sexta-feira "prematuro" encarar a covid-19 como doença crónica, apesar do registo de persistência de sintomas em doentes recuperados meses após a infeção.

Em declarações prestadas no âmbito da audição na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia e do processo de recuperação económica e social, na qual acompanhou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, o responsável garantiu, porém, que essa situação está a ser acompanhada pelas autoridades.

"É um conjunto de dados que ainda é prematuro dizer que há uma forma crónica desta doença. É uma doença causada por um vírus, dá infeções agudas e pode haver alguma persistência de sintomas nos meses a seguir à infeção. É algo que é prematuro dizer que há uma forma crónica desta doença", começou por dizer Válter Fonseca.

E o diretor do Departamento de Qualidade na Saúde na DGS acrescentou: "Está a ser acompanhada a vários níveis, não só nos próprios hospitais -- alguns dos quais desenvolveram consultas de seguimento destes doentes para monitorizar esta evolução -, mas também a nível da comunidade científica, quer nacional, quer internacionalmente, e é algo que, através destes fóruns, a DGS acompanha para que, na eventualidade de se tornarem mais sólidas as evidências nesta área, se possa intervir em conformidade".

As declarações de Válter Fonseca surgiram na sequência de um estudo apresentado pelo epidemiologista e presidente do Conselho Nacional de Saúde, Henrique Barros, na última reunião do Infarmed, na terça-feira, onde revelou que cerca de 25% a 30% das pessoas que tiveram covid-19 mantêm sintomas além de oito meses após a recuperação, o que transforma esta doença numa patologia crónica.

Portugal contabilizou esta sexta-feira 159 mortes, um novo máximo de óbitos relacionados com a covid-19 em 24 horas, e 10.663 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a DGS.

O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 4.560 pessoas, mais 192 do que na quinta-feira, das quais 622 em cuidados intensivos, ou seja, mais 11, em ambos os casos, também novos máximos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 8.643 mortes associadas à covid-19 e 528.469 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando ativos 125.861 casos, mais 4.046 do que na quinta-feira.

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