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"Dói-nos, magoa-nos que nos acusem de racistas": Coronel em Aljubarrota rejeita o "politicamente correto" e recorda história nacional

José Américo Guimarães Fernandes criticou quem "não aponta o dedo" à origem da pandemia da Covid-19.
Correio da Manhã 19 de Agosto de 2020 às 21:40

Decorreu na passada sexta-feira, em Aljubarrota a cerimónia militar de comemoração da Batalha de Aljubarrota (ocorrida em 1385), que ficou marcada pelo inflamado discurso do Coronel de Infantaria "Comando" reformado José Américo Guimarães Fernandes, que se referiu à temática do racismo, recordou a história de Portugal e aproveitou para lançar ‘farpas’ ao "politicamente correto que não aponta" responsabilidades à atual pandemia do novo coronavírus, que teve origem em Wuhan, na China.

No discurso polémico, o José Américo Guimarães Fernandes referiu a história da Batalha de Aljubarrota e sublinhou "o chão sagrado" daquela localidade, que inspirou "o querer do povo português em ser independente".

O Coronel de Infantaria ‘Comando’ na reforma, referiu-se depois aos Descobrimentos Portugueses, quando "já não tínhamos inimigos", e que se traduziu "na aventura nas ondas do oceano".

"Nasceu um império, multirracial, multicultural, de várias religiões, sem cor, sem qualquer resquício que fosse, ao longo da sua história, desse ódio racial que alguém que ressuscitar", referiu, acrescentando que "a ventura humana, também teve de mau, mas o que teve de bom foi muito superior".

"Dói-nos, magoa-nos profundamente que alguém, mesquinhamente e de maneira ignóbil nos acusem de racistas. Mas mais ainda e de uma maneira miserável queria apagar das páginas da História aquilo que nos fomos e aquilo que nos fizemos", afirmou o Coronel de Infantaria reformado.

José Américo Guimarães Fernandes referiu-se também à "tragédia" da pandemia de Covid-19 e afirmou: "Parece que o politicamente correto é ignorar de quem é a responsabilidade desta tragédia, quem acidente acobardado e desarmado se cale em recolhimento politicamente correto e não aponta o dedo a quem o originou".

O Coronel em situação de reforma terminou afirmando que o seu discurso "Não é politicamente correto, e graças a Deus que não é". As gravações do momento estão a ser amplamente divulgadas e geram polémica nas redes sociais.



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