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Correio da Manhã

Sociedade
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Empresas de Valongo e comerciais do Porto doam 5.000 viseiras a 10 hospitais

Iniciativa visa apoiar profissionais de saúde e da proteção civil na luta contra a covid-19.
Lusa 2 de Abril de 2020 às 10:58
Viseiras utilizadas durante pandemia
Viseiras utilizadas durante pandemia FOTO: Luís Vieira / Movephoto
Fabricantes de componentes automóveis de Valongo aproveitaram a atual paragem económica para produzir 5.000 viseiras de proteção médica que comerciais de uma concessionária do Porto distribuirão esta sexta-feira por 10 hospitais e instituições da região Norte e Centro.

Segundo revelou hoje fonte da organização da iniciativa, essa "caravana de distribuição" visa apoiar profissionais de saúde e da proteção civil na luta contra a covid-19 e abrange, assim, os hospitais de São João e Santo António (no Porto), Pedro Hispano (em Matosinhos), Santos Silva (em Vila Nova de Gaia), São Sebastião (em Santa Maria da Feira), Padre Américo (em Penafiel) e Coimbra.

A essas unidades de saúde acresce ainda o hospital de campanha no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, o quartel dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos/Leça e a Câmara Municipal de Valongo.

Exibindo em baixo-relevo a mensagem "vai ficar tudo bem", as viseiras foram produzidas pelas empresas Solidtech e Soplast, ambas instaladas em Valongo e habitualmente dedicadas ao fabrico de componentes automóveis e à injeção de plásticos, enquanto a distribuição vai caber a 15 profissionais de equipa de comerciais da Caetano Baviera Porto.

"Perante a urgência imposta às linhas de produção com a crise da covid-19 e a interrupção de abastecimento aos respetivos mercados, a Solidtech e a Soplast desenvolveram uma viseira de proteção específica e desenhada exclusivamente para dar um contributo na luta contra o flagelo vivido pelos operacionais de saúde, que estão na verdadeira linha da frente de combate", explicou Paulo Matos, chefe de vendas nessa concessionária da BMW.

Paulo Matos realçou que a produção das viseiras envolveu o voluntariado de vários trabalhadores que "estavam em casa e voltaram às fábricas especificamente para criar este material". É o caso dos profissionais da Soplast, que já se encontra em 'lay-off', regime que prevê a redução dos horários de trabalho ou a suspensão temporária dos contratos laborais.

O mesmo se aplica aos comerciais da Caetano Baviera Porto, que se disponibilizaram para proceder à entrega do equipamento, embora Paulo Matos informe que "todo o grupo está em 'lay-off'".

Mesmo nessas circunstâncias, o chefe de vendas referiu que na próxima semana vão avançar duas outras iniciativas de solidariedade pelos comerciais da concessionária: um programa de "assistência a idosos do Grande Porto", envolvendo a distribuição de medicamentos e outros bens de primeira necessidade, e a distribuição de refeições aos seniores que, agora "impossibilitados de frequentar o Centro de Dia das Antas", passarão assim a receber o devido almoço em casa.

O novo coronavírus responsável pela pandemia da covid-19 foi detetado na China em dezembro de 2019 e já infetou mais de 905.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 46.000 morreram. Ainda nesse universo de doentes, pelo menos 176.500 recuperaram.

A doença afeta agora sobretudo o continente europeu, onde se registam mais de 490.000 casos confirmados e de 33.000 mortos.

Em Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, o último balanço da Direção-Geral da Saúde indicava 8.251 infeções confirmadas. Desse universo de doentes, 187 morreram, 726 estão internados em hospitais, 43 recuperaram e os restantes convalescem em casa ou noutras instituições.

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