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Correio da Manhã

Sociedade
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Escoliose comum na adolescência

Curvas acima dos quarenta graus comprometem qualidade de vida e devem ser operadas.
Daniela Polónia 24 de Junho de 2017 às 09:25
Doença caracterizada por coluna com desvio em forma de 's'
Doença caracterizada por coluna com desvio em forma de 's'
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Doença caracterizada por coluna com desvio em forma de 's'
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A escoliose não tem cura mas, nos casos em que é necessária cirurgia, a deformidade na coluna é corrigida entre setenta a oitenta por cento. A doença caracteriza-se por uma curvatura em forma de ‘S’ nas costas. "Aparece um alto e vemos uma assimetria do tronco, há um desnivelamento de um ombro em relação ao outro", explica Nélson Carvalho, ortopedista no Hospital Lusíadas, em Lisboa.

A escoliose pode ser de vários tipos mas é a idiopática, cuja causa é desconhecida, que representa oitenta por cento dos casos. Dentro deste grupo, a do adolescente é a mais frequente.

"As escolioses adolescentes com mais de quarenta graus de curvatura vão dar dor na fase adulta e agravar durante toda a vida. As que têm setenta graus podem comprometer a função respiratória. Estas situações devem ser tratadas com cirurgia porque a qualidade de vida dos doentes fica comprometida", afirma o ortopedista.

A partir do momento em que o processo de crescimento do adolescente está concluído, uma curva com menos de quarenta graus não se vai agravar e, por isso, não é necessária intervenção cirúrgica. "Não dão problemas ao paciente, é mais o aspeto estético e não operamos por isso", afirma Nélson Carvalho. Ainda assim, pode ser benéfica a utilização de uma ortótese, nomeadamente um colete lombar. "Não é para melhorar a curva, mas sim para ver se esta não agrava mais, para não chegar ao ponto de ser uma curva cirúrgica", diz o especialista.

O colete tem de ser usado durante toda a adolescência, vinte e três horas por dia ou, caso contrário, não é eficaz. Há até situações em que não é necessária a ortótese, se as curvaturas forem abaixo dos vinte e cinco graus. A vigilância com radiografias deve ser feita de quatro em quatro meses.

Em cada dez casos de escoliose idiopática adolescente, oito são raparigas.
Nélson Carvalho Hospital Lusíadas Lisboa saúde questões sociais escoliose saúde
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