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Correio da Manhã

Sociedade
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Espanha renova licença para exploração da central de Almaraz

Autarca de Vila Velha de Ródão diz que central nuclear é um perigo para Portugal. Ministro do Ambiente desvaloriza.
Ana Maria Ribeiro 26 de Julho de 2020 às 10:04
Central de Almaraz
Central de Almaraz FOTO: João Cortesão
Madrid renovou a licença de exploração para os Grupos I e II da central de Almaraz, em Cáceres, Espanha – respetivamente até 1 de novembro de 2027 e 31 de outubro de 2028 –, mas o presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, Luís Pereira, diz-se surpreendido pela “falta de reação enérgica” das autoridades portuguesas.

“Mais do que os interesses das populações foram tidos em conta nesta decisão interesses económicos”, garante Luís Pereira, que é também presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão e que sustenta que a central nuclear espanhola “é uma instalação de risco com elevado impacto em território português”.

Na quarta-feira, numa audição na comissão parlamentar de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e Ação Climática, assegurou que Almaraz, situada a cerca de 100 quilómetros da fronteira nacional, “é uma preocupação de Portugal”. No entanto, desvalorizou as duas paragens imprevistas dos reatores da central, uma a 22 e outra a 27 de junho. Diz que se deveram a “pequenos desvios aos parâmetros de operação” que “não têm significado em termos de segurança nem impacto nos trabalhadores, na população ou no ambiente”. “Não houve nem incidentes nem acidentes em Almaraz”, garantiu ministro.
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