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Correio da Manhã

Sociedade
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Espécies invasoras alastram no mar do Algarve

Caranguejo-azul ameaça sobrevivência de cavalo-marinho.
João Saramago 9 de Agosto de 2020 às 08:29
Ria Formosa
Ria Formosa FOTO: Jacek Sopotnicki
O Algarve regista um número crescente de exemplares de novas espécies marinhas, com um elevado potencial invasor. “As alterações climáticas, com a subida da temperatura e o aquecimento da água do mar, surgem como explicação para este aumento”, diz o biólogo marinho, Élio Vicente.

O caranguejo-azul é uma das espécies invasoras que melhor se adaptam às águas do Algarve desde o aparecimento dos primeiros exemplares, em 2016, na ria Formosa. “Atualmente já compensa a sua apanha para venda no mercado”, explicou Élio Vicente, que considera “positiva a apanha para travar o crescimento desta espécie que é vista como ameaça para o cavalo-marinho”.

Reflexo do aumento da temperatura da água do mar é a proliferação da alga Caulerpa, originária do mar Mediterrâneo e que foi detetada na ria Formosa, em 2011, depois de ter estado ausente cerca de 50 anos.

Para uma melhor identificação de novas espécies existentes no litoral algarvio, a Universidade do Algarve participa no projeto NEMA (Novas Espécies Marinhas do Algarve) em que é feito o pedido à população para fotografar espécies exóticas. Na lista de sugestões figuram 12 espécies, entre elas o camarão-mantis ou o peixe-balão. Os investigadores levantam a possibilidade de poderem surgir outras espécies.

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