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"É uma vergonha": Empresários da restauração em lágrimas pedem ajuda ao Governo após 4 dias em greve de fome

Greve de fome dura já há quatro dias. Representantes do setor da restauração exigem respostas.
Correio da Manhã 30 de Novembro de 2020 às 16:26
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Um dos setores mais afetados pela pandemia exige respostas e promete não arredar pé.
A emoção, o desalento e desilusão começam já a ser visíveis nos rostos dos empresários do setor da restauração que se encontram acampados, em greve de fome, há quatro dias em frente à Assembleia da República. 

Ao que o Correio da Manhã apurou, o ministro de Estado e da Economia Siza Vieira não deverá receber estes empresários esta segunda-feira. "Ficámos tão revoltados, estamos com as emoções à flor da pele, estamos aqui há quatro dias", começa por dizer ao CM, José Gouveia, rosto do movimento 'A Pão e Água'. 


"A ser verdade, vamos criar um movimento que vai obrigá-lo [Siza Vieira] a receber-nos e isso vai ficar muito mal para a opinião pública porque estarmos a obrigá-lo a receber-nos com uma petição de 7.500 assinaturas parece-me que só humilha mais este governo. Este governo secou as ideias", afirma. José afirma ainda não perceber que organização vai Siza Vieira receber quando não existe nenhuma que albergue todos esses setores. "Ele está a setorizar", afirma o rosto do movimento defendendo que estes setores são um só.

João, outro empresário ali acampado disse ao CM que, "neste momento", já representa todos os setores porque está há quatro dias a passar fome e "isto é uma vergonha nacional". "Isto é o reflexo de como o governo trata o povo, não estou aqui só por mim", acrescenta. 

"Só queríamos falar com ele para ajudar a economia e é isto... não vamos sair daqui", conclui em lágrimas. 

Carlos Saraiva, outro empresário do setor da restauração, afirma: "Já não estou preocupado comigo, estou preocupado com as minhas filhas, estou preocupado com Portugal".

"Nós não queremos ser a França, a Espanha, não queremos ser todos os países que estão com violência, nós queremos ir pela democracia e a bem", defende. "Só vamos sair daqui quando ele resolver, ou de ambulância. Nós estamos a cumprir a lei, eles também são obrigados a cumprir a lei", conclui.
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