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Correio da Manhã

Sociedade
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Estudo indica que empresas portuguesas estão preocupadas com ataques cibernéticos

Risco deste tipo de ataques é o que mais preocupa as empresas nacionais.
Lusa 7 de Maio de 2020 às 11:31
Envio simultâneo de milhares de mensagens para servidores de empresas leva a que não consigam funcionar
Envio simultâneo de milhares de mensagens para servidores de empresas leva a que não consigam funcionar FOTO: direitos reservados
As maioria das empresas portuguesas considerou os ataques cibernéticos o maior risco que enfrentam este ano, de acordo com o estudo anual da Marsh Portugal "A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos 2020", esta quinta-feira divulgado.

Segundo os resultados do mais recente estudo da consultora de riscos e corretora de seguros, o risco de ataques cibernéticos é o que mais preocupa as empresas nacionais, quer a nível interno (que elas podem vir a enfrentar), como a nível externo (que o mundo poderá enfrentar).

Esta preocupação, refere a Marsh, mantém-se em primeiro lugar no 'top' das preocupações dos empresários desde 2018.

Para a realização deste estudo, a Marsh contou com a participação de 170 empresas portuguesas (81% delas não cotadas em bolsa), de 22 setores de atividade, com diferentes volumes de faturação e número de colaboradores.

O inquérito revelou que 55% das empresas portuguesas considera que os "ataques cibernéticos em grande escala" são o principal risco que o mundo poderá vir a enfrentar em 2020, seguido de "eventos climáticos extremos", com 39%.

Em terceiro lugar, surgem as "crises fiscais e financeiras em economias chave", com 37%, seguidas de "ataques terroristas em larga escala", com 32%, e, por último, a "instabilidade social profunda", com 26%.

A Marsh ressalva que a recolha de dados que suportam este estudo foi feita entre o mês de janeiro e o início de fevereiro de 2020, razão pela qual as preocupações demonstradas com o efeito da pandemia de covid-19 não estão ainda muito presentes.

No entanto, em janeiro, já 16% das empresas portuguesas identificava o risco de "pandemia/propagação rápida de doenças infecciosas" como um dos que poderia afetar o mundo, com 6% a referir considerá-lo um dos que a sua empresa iria enfrentar durante este ano.

"Assistiremos a um maior número de ataques cibernéticos aos sistemas informáticos estatais e da generalidade de empresas e particulares [em 2020], criando ainda maior disrupção e riqueza para organizações criminosas e terroristas. Serão tempos em que as forças políticas podem mudar de posição e as lutas pelo poder poderão dar origem a novas esperanças ou ainda maiores receios", defendeu, em comunicado, o especialista de Risco da Marsh Portugal, Fernando Chaves.

Relativamente aos valores orçamentados para a gestão de riscos em 2020, o estudo revela que 35% das empresas diz ter disponibilizado mais verbas para esse segmento e 44% afirma ter estabilizado.

"A gestão de riscos é uma peça crucial nos modelos de gestão. A gestão de riscos está a experienciar um bom momento, algo que pode ser testemunhado nos resultados deste estudo. [...] As empresas com uma gestão de riscos bem implementada são as mais resilientes em momentos difíceis como o que vivemos e, talvez por isso, continuam a encontrar oportunidades para continuarem a crescer", considerou, na mesma nota, o diretor-geral da Marsh Portugal, Rodrigo Almeida.

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