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Correio da Manhã

Sociedade
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Exige a guarda do filho que lhe foi retirado dois dias depois de nascer

Acolhimento temporário expirou no início do mês.
Aureliana Gomes 12 de Janeiro de 2017 às 08:35
Lígia Silva luta pela guarda do filho que lhe foi retirado em setembro de 2016
Lígia Silva luta pela guarda do filho que lhe foi retirado em setembro de 2016 FOTO: CMTV
"Acredito em Deus e na Justiça. Só quero o meu bebé." Cansada de esperar, Lígia Silva, que viu o seu filho ser-lhe retirado dos braços, dois dias depois de nascer, em setembro de 2016, no hospital de S. João, no Porto, apresentou uma providência de ‘habeas corpus’ a pedir a libertação imediata do pequeno Rafael.

Três meses foi o período estabelecido pelo Tribunal de Família e Menores de Matosinhos para o acolhimento residencial do recém-nascido, prazo que terminou a 6 de janeiro. "O meu filho está retido ilegalmente e privado da mãe", explicou ao CM a mulher, que continua, dia sim, dia não, a visitar o bebé num Centro de Acolhimento em Vila Nova de Gaia.

Aníbal Pinto, advogado da mulher, diz que Lígia tem condições para ficar com o filho e prova disso é terem-lhe permitido passar o Natal com o menor. "Se houvesse perigo iminente, não o deixariam passar o Natal com a mãe", frisou.
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