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Correio da Manhã

Sociedade
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Fim de Ano sem festas e com recolher à 1h00 para conter a Covid-19

Primeiro-ministro, António Costa, garante que na última noite do ano serão impostas “todas as restrições”.
Bernardo Esteves 2 de Dezembro de 2020 às 01:30
António Costa
Graça Freitas lidera a DGS
António Costa
Graça Freitas lidera a DGS
António Costa
Graça Freitas lidera a DGS
A noite de Passagem de Ano vai ser muito condicionada por causa da pandemia, avisou esta terça-feira o primeiro-ministro, que admite contudo maior flexibilidade no Natal.

“Vamos todos fazer um esforço para podermos ter o Natal com as melhores condições possíveis, mas posso antecipar desde já que a Passagem de Ano vai ter todas as restrições, porque aí não pode haver qualquer tipo de tolerância”, afirmou António Costa, em entrevista à Rádio Observador, garantindo que na última noite do ano “não haverá seguramente as habituais festas” e que “a limitação de circulação poderá não ser às 23 horas, mas não passará da uma hora”.


Deixando claro que “este não será um Natal normal”, Costa revelou que o Governo está a trabalhar com especialistas para ajudar os portugueses a compreender “o que é necessário evitar”. “Quanto mais o Natal for à mesa, mais perigoso é, porque à mesa nós estamos sem máscara. Quanto mais pessoas estiverem à mesa, mais perigoso é, porque maior é o risco de contaminação”, avisou o chefe do Executivo, apontando como objetivo que as famílias se possam “deslocar e encontrar em segurança, evitando ao máximo os riscos de contágio”.

Segundo António Costa, as regras para o Natal serão conhecidas no sábado, de forma antecipada. “O Governo propôs ao Presidente da República e o senhor Presidente da República aceitou que desta vez, quando anunciarmos a renovação do estado de emergência, possamos anunciar não só as medidas para a próxima quinzena como as medidas para a quinzena seguinte, ou seja, até 6, 7 de janeiro”, revelou o chefe de Governo, frisando ser “fundamental que as pessoas possam ter uma noção antecipada do que vai ser o Natal”. O primeiro-ministro avisa que o esforço dos portugueses esta semana será decisivo para “ter um Natal com as melhores condições”.

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