Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
4
Ao minuto Atualizado às 17:40 | 08/03

Especialistas apontam 15 de março como data prevista para valores da Covid em Portugal permitirem desconfinamento

País precisa de registar 1765 casos diários e um Rt inferior a 1 para desconfinar, defendem os epidemiologistas.
Correio da Manhã 8 de Março de 2021 às 10:14
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
Especialistas reunidos no Infarmed
A ministra da Saúde, Marta Temido, à chegada para a sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
Especialistas reunidos no Infarmed
A ministra da Saúde, Marta Temido, à chegada para a sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
A ministra da Saúde, Marta Temido (E), intervém na sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
Especialistas reunidos no Infarmed
A ministra da Saúde, Marta Temido, à chegada para a sessão de apresentação “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, na sede do Infarmed, em Lisboa
Na 16ª reunião do Governo, Presidente da República e líderes partidários com os especialistas para avaliar a situção da Covid-19 em Portugal, foram apresentadas medidas, valores e conclusões sobre a pandemia nas últimas semanas. 

De acordo com os especialistas, o desconfinamento poderá ser possível a 15 de março, no entanto, para isso é necessário que os casos diários baixem para 1765 e o índice de transmissibilidade seja inferior a 1 em todo o território nacional. 

Baltazar Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública, refere que Portugal tem, neste momento, um índice de transmissibilidade na ordem dos 0,74, sendo o país da Europa com o Rt mais baixo, com um nível de incidência de quase 120 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.

No entanto, o especialista alerta que o índice de transmissibilidade está numa fase de crescimento e pode influenciar a possibilidade e as medidas para desconfinar. 


Ao minuto Atualizado a 8 de mar de 2021 | 17:40
14:06 | 08/03
A ministra da Saúde, Marta Temido, apontou três riscos que Portugal está a atravessar devido à Covid-19, sendo eles, o aumento do índice de transmissibilidade do vírus, as variantes já existentes e as novas que podem surgir e o contexto europeu que está "em contra círculo com o contexto português". 

Marta Temido garante que após identificar os riscos, o que se segue é planear o futuro que vai ser decidido na reunião de Concelho de Ministros desta quinta-feira. 
12:18 | 08/03

Especialista Raquel Duarte defende a manutenção do teletrabalho e horários faseados

Raquel Duarte, da Administração Regional de Saúde do Norte, apresenta um plano alternativo às medidas atuais com medidas menos restritivas. O plano apresentado e as medidas que constam no mesmo foram apresentados tendo em conta o índice de transmissibilidade.

Especialista começa por indicar que os concelhos devem abrir com medidas de nível quatro, tendo em conta a incidência no mesmo e nos concelhos limítrofes. 

Ao nível laboral, a especialista defende o teletrabalho sempre que possível, o distanciamento social, no regime presencial e os horários desfasados. 

As medidas escolares, apresentadas pela especialista, foram pensadas a nível nacional, tendo em conta que 
há um "baixo risco de desrespeito pelas regras, potencial de aglomeração, baixo risco de mobilidade territorial, médio risco de impacto económico, mas altíssimo em termos de impacto social e mental". Neste âmbito, Raquel Duarte explica que a abertura deveria ser gadual, começando com o pré-escolar, sendo que duas semanas depois a abertura do primeiro e segundo ciclos seria efetuado após uma análise. 

12:05 | 08/03

Especialista Óscar Felgueiras apresenta novos níveis de risco da Covid-19 em POrtugal

Óscar Felgueiras, professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, considera que Portugal entrou na linha vermelha de casos de Covid-19, em outubro, com valores acima dos 240 casos a 14 dias por 100 mil habitantes.  

Especialista apresenta novos níveis de risco de transmissão da Covid-19 no país, sendo eles:

240 casos por 100 mil habitantes: risco elevado
120 casos por 100 mil habitantes : risco alto
60 casos por 100 mil habitantes: risco médio
30 casos por 100 mil habitantes: risco baixo
0 casos por 100 mil habitantes: risco muito baixo

11:42 | 08/03

É necessária uma taxa abaixo dos 60 casos de Covid-19 por cada 100 mil habitantes para desconfinar, diz especialista

Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, explica os critérios para determinar a possibilidade de um desconfinamento. 

Especialista diz que o controlo da transmissão na comunidade e nos grupos de risco é o primeiro critério a ter conta; de seguida a sustentabilidade e qualidade de resposta nos serviços para doentes sejam elees Covid ou não, e, por fim, minimizar o impacto social e económico das medidas. 

Para o desconfinamento é necessária uma taxa abaixo dos 60 casos de Covid-19 por cada 100 mil habitantes, defende o especialista e acrescenta que a taxa de casos positivos deve estar abaixo dos 4%. Também a taxa de ocupação em cuidados intensivos tem que ser inferior a 85%, das que foram abertas em março. 

Baltazar Nunes refere que é necessário "assegurar uma taxa de 90% de isolamento de casos potivos", para controlar a pandemia e permitir um desconfinamento, assim como, registar 1765 casos por dia. 

O nosso objetivo é ter um R abaixo de 1 e ter o número de novos casos a diminuir, e neste momento, o R está em crescimento. Especialista defende que é necessário mais tempo para descer o índice de transmissibilidade. 

Neste momento, a nível nacional, Portugal está muito perto dos 120 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes. 

A 15 de março já estaremos muito perto da taxa de ocupação desejada em cuidados intensivos e perto dos 60 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes. 

11:38 | 08/03

Primeira vaga tinha uma incidência sete vezes mais baixa quando foram tomadas medidas

Henrique Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, apresenta um plano de resposta à pandemia da Covid-19 com cinco grandes níveis de medidas que consigam antecipar a evolução da infeção em Portugal.

Henrique Barros apresentou cinco grupos em que as medidas devem estar inseridas: 

Sem medidas (apenas medidas individuais, por exemplo, lavar as mãos);
Impedir reuniões com mais de 50 pessoas;
Fechar cafés, restaurantes e comércios;
Interromper atividades de ensino presencial no secundário e superior;
Interromper atividades de ensino presencial no básico e encerrar creches.

Assim, o plano começa no nível 0, que contempla apenas medidas individuais não farmacológicas, como uso de máscara, distanciamento e lavagem das mãos, evolui para o nível 1, em que não são autorizadas reuniões com mais de 50 pessoas, prossegue no nível 2, em que se fecham cafés, restaurantes e o comércio, continua no nível 3, em que se interrompem atividades de ensino presencial secundário e superior, e, finalmente, terminam no nível 4, com a interrupção das atividades de ensino presencial no básico e creches.

"Imaginar como é que em cada momento é o momento da incidência dos últimos 14 dias ou o valor atual dos internamentos e, a partir desses valores, prever o que irá acontecer nos próximos 14 dias e, em função daquilo que se espera, decidir já, tirando partido do facto de sabermos que as medidas demoram cerca de 10 dias a atuar. Portanto, temos assim a evidência do que poderá acontecer no pior cenário ao fim de cerca de 10 dias", explicou.

Sem deixar de notar que estes conjuntos de medidas requerem "monitorização e avaliação continuada", Henrique Barros vincou ainda que "as orientações propostas decorrem de um modelo conservador", que resultam da análise da resposta nacional quando existia um menor conhecimento da infeção, menor acesso a testes, número limitado de indivíduos imunes e ausência de vacinação.

Na primeira vaga, as medidas foram tomadas quando o país apresentava uma incidência sete vezes mais baixa do que a atual. 

11:10 | 08/03

Variante do Reino Unido cresceu 20% na última semana

João Paulo Gomes, do Instituto Dr. Ricardo Jorge, disse que a variante do Reino Unido tem crescido de forma acentuada em Portugal, na última semana, numa taxa de 20%. "Esta é uma das variante mais transmissíveis", dise o especialista. 

Foram detetados, em Portugal, 11 casos de Covid-19 da variante brasileira e 12 casos da variante da África do Sul, durante o mês de fevereiro. 

11:04 | 08/03

índice de transmissibilidade abaixo de 1 em todo o território de Portugal Continental

Baltazar Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública, refere que o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus da Covid-19 continua abaixo de 1 em todo o território de Portugal Continental. As regiões da Madeira e dos Açores registam um índice de transmissibilidade ligeiramente acima do 1. 

Com um índice na ordem dos 0,74 (valor estimado para os últimos cinco dias), Portugal é o país da Europa com o índice de transmissibilidade mais baixo, com um nível de incidência de quase 120 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.

A incidência de novos casos regista-se na faixa etária entre os 25 e 50 anos. E uma redução da incidência no grupo de pessoas com mais de 65 anos.

No entanto, houve um aumento da mobilidade da população, nas últimas semanas. Baltazar Nunes diz que o balanço é positivo mas é necessário ter em conta que há uma tendência para o aumento da incidência de novos casos. 

Teremos, no final de março, 120 doentes em cuidados intensivos, se se mantiver a tendência atual de decréscimo, finaliza Baltazar Nunes.

10:56 | 08/03

Portugal regista crescimento da incidência da variante britânica nos novos casos de Covid-19

André Peralta Santos, da DGS, diz que Portugal mantém a tendência de descida de novos casos de covid-19 com 141 casos por 100 mil habitantes. 

"Há uma melhoria da incidência a nível nacional, com a grande parte do país com quase 120 casos por 100 mil habitantes", diz o especialista. A região de Lisboa e Vale do Tejo apresenta uma incidência superior aos 120 casos. 

André Peralta Santos afirma que se observa "um crescimento da incidência" da variante britânica nos novos casos de Covid-19 em Portugal, com maior expressão na região de Lisboa e Vale do Tejo, com aproximadamente 66% casos positivos, mas com um crescimento na região Centro e na região Norte com uma prevalência superior a 50% atualmente.

De acordo com o especialista, as incidências de Covid-19 também estão a descer em todas em todas as idades, continuando o grupo dos 60, 70 e 70, 80 a ter uma incidência menor e são dos grupos mais protegidos.

Em termos de evolução dos internamentos e internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos mantém-se a tendência de descida com 354 casos em unidade de cuidados intensivos semelhante à primeira semana de novembro. O internamento em enfermaria é em maior número no grupo etário dos 80 mais, seguido dos 70, 79, 60, 69 e vai decrescendo à medida que a idade também diminui.

"Para termos impacto na redução da utilização de cuidados intensivos teremos que aguardar até que a vacinação se alargue e tenha grande expressão dos grupos mais de 50 anos", defendeu.

Relativamente à mortalidade, também se mantém a tendência de descida, com 56 mortos por milhão de habitantes, sendo semelhante à terceira semana de outubro.

09:52 | 08/03
Correio da Manhã

Especialistas reunidos com o Governo

Governo ouve os especialistas para avaliar a situação epidemiológica em Portugal e avaliar um possível plano de desconfinamento que deverá entrar em vigor nas próximas semanas.
Ver comentários