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Correio da Manhã

Sociedade
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Grande Lisboa sem coordenação entre hospitais para combater pandemia

Dezoito concelhos da área metropolitana representam 45% dos casos a nível nacional.
Bernardo Esteves 29 de Junho de 2020 às 01:30
Hospital Beatriz Ângelo
Hospital Amadora-Sintra
Hospital Beatriz Ângelo
Hospital Amadora-Sintra
Hospital Beatriz Ângelo
Hospital Amadora-Sintra
O aumento de doentes com Covid-19 na Grande Lisboa está a pressionar os hospitais da região, com os responsáveis a apontarem a falta de uma resposta coordenada e dirigida por parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Desde o início da pandemia não houve qualquer reunião conjunta entre a ARSLVT e as administrações dos hospitais. A denúncia é de Patrícia Pacheco, diretora de infecciologia do Hospital Amadora-Sintra, que em declarações à SIC exigiu uma resposta mais coordenada. 


Para o bastonário dos médicos, “não faz sentido que não haja coordenação entre centros de Saúde, hospitais e as administrações regionais de saúde”. “É absolutamente obrigatório que haja esta coordenação e a ideia que tenho é que as ARS não estiveram nada bem nesta pandemia”, afirmou ao CM Miguel Guimarães.

A ARSLVT garante que tem acompanhado diariamente a situação e que teve reuniões com as administrações. Os 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa somam já 18752 casos, o que representa 45% dos 41 646 infetados a nível nacional. No último mês o crescimento em Lisboa foi exponencial, com estes concelhos (Lisboa, Sintra, Cascais, Odivelas, Loures, Oeiras, Amadora, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, Setúbal, Palmela, Sesimbra e Mafra) a passarem de 26% para 45% do total de casos em Portugal. Só o concelho de Lisboa tem oito por cento do total nacional. Os hospitais mais pressionados são o Amadora-Sintra, o Beatriz Ângelo (Loures) e o de Setúbal, com taxas de ocupação de, respetivamente, 93%, 100% e 86%. Já nas unidades de cuidados intensivos da AML, a taxa de ocupação de era de 59%, com 89 camas livres num total de 218 . n *com e.n.

Costa diz que o problema não é Lisboa mas sim bairros de municípios vizinhos
O primeiro-ministro António Costa esclareceu, em entrevista ao jornal espanhol ‘La Vanguardia’, que o aumento de infetados é nos arredores de Lisboa e não no centro. “Não se trata de Lisboa, mas de alguns bairros de municípios vizinhos. Não há um agravamento, mas nessas zonas não se assistiu à redução generalizada registada em todo o território. São 19 freguesias de um total de 3091”, afirmou o primeiro-ministro .

Diarreia, náuseas e nariz entupido são também sintomas
Há três novos sintomas da Covid-19 identificados pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. De acordo com esta autoridade de Saúde, o nariz a pingar ou congestionado, náuseas e diarreia, podem ser sintomas da infeção e surgem entre dois a 14 dias após a exposição ao vírus. Estes juntam-se à lista de possíveis sintomas como a tosse, febre, fadiga, dores musculares, dores de cabeça, perda de paladar e olfato e dores de garganta.

pormenores
65% já recuperaram
65% dos infetados com coronavírus em Portugal já estão recuperados da doença. Já recuperaram 27 066 pessoas de um total de 41 646 infetados.

Coordenadores
As comunidades intermunicipais (CIM) reconheceram a importância dos cinco secretários de Estado coordenadores da resposta à Covid-19, mas as opiniões dividem-se quanto à continuidade da função num período pós-pandemia.

Lisboa e Norte com 87%
Lisboa e Vale do Tejo tem 45% dos casos de infeção e o Norte soma 42%. Segue-se o Centro com 9,8%, Alentejo e Algarve com 2,5% e as ilhas com 0,5%.
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