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Correio da Manhã

Sociedade

Grupo de pessoas concentra-se em Lisboa para apoiar Rui Pinto

"Que sejam presos os corruptos, investigados e presos e que condecorem o Rui Pinto", disse a porta-voz do grupo.
Lusa 7 de Novembro de 2020 às 23:38
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Ativistas pedem libertação de pirata informático Rui Pinto
Um pequeno grupo de pessoas concentrou-se este sábado junto ao Campus da Justiça, em Lisboa, para manifestar solidariedade com Rui Pinto, criador do Football Leaks, e para pedir a sua absolvição e condecoração pelas autoridades portuguesas.

A ação, que teve início pelas 15h00, juntou perto de uma dezena de pessoas nas imediações do Tribunal Central Criminal de Lisboa, local onde decorrem as sessões de julgamento que envolvem Rui Pinto.

Vinda de Peniche, no distrito de Leiria, Cristina Paulino, que assumiu o papel de porta-voz do pequeno grupo explicou à agência Lusa que o objetivo da concentração é contestar as acusações que estão a ser feitas a Rui Pinto.

"Estamos aqui para manifestar a nossa solidariedade para com o Rui Pinto que está preso, de uma forma totalmente incorreta porque ao contrário daquilo que querem fazer o povo acreditar ele não fez extorsão nenhuma, ele descobriu informações extremamente importantes para todos os portugueses", apontou.

Por esse motivo, para Cristina Paulino, ao invés de ser condenado por crimes de extorsão, Rui Pinto deverá ser absolvido e condecorado.

"Que sejam presos os corruptos, investigados e presos e que condecorem o Rui Pinto, porque ele não é um pirata, é um génio", atestou.

Também esta tarde decorreu uma manifestação semelhante em frente ao Tribunal da Relação do Porto.

Rui Pinto, de 31 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, "devido à sua colaboração" com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu "sentido crítico", mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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