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"Há 21 mil camas, 18 mil estão para a Covid-19": Marta Temido nega falta de camas nos hospitais

Ministra da Saúde garante que previsões podem ser invertidas caso sejam cumpridas medidas de contenção.
Correio da Manhã 19 de Outubro de 2020 às 13:31
marta temido
marta temido
A ministra da Saúde, Marta Temido, negou esta segunda-feira que haja falta de camas para doentes com Covid-19 nos hospitais em Portugal. "Há 21 mil camas, 18 mil estão para Covid-19", explicou Temido garantindo que as mesmas são disponibilizadas consoante as necessidades. 

"Naturalmente que nós só desmarcaremos atividade programada se tal se vier a manifestar necessário porque a nossa função é equilibrar o melhor possível as respostas às suas necessidades", defendeu.

A ministra sublinha ainda que apesar dos modelos matemáticos apontarem para um agravamento dos casos, há possibilidade de reversão das previsões mediante o cumprimento das medidas de contenção da pandemia.

Cálculos apontam para agravamento da situação epidemiológica 
Os dados do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge apontam para um agravamento da situação epidemiológica de covid-19, mas a ministra da Saúde defendeu hoje que estes cálculos podem ser invertidos com "medidas eficazes".

"Claro que os cálculos resultam na aplicação de modelos matemáticos que nós podemos inverter se conseguirmos tomar medidas e medidas eficazes. Isso depende de cada um de nós e eu não posso deixar de voltar a fazer essa referência", sublinhou a ministra da Saúde, Marta Temido, no final de uma reunião com o Presidente da República, no Palácio de Belém, que demorou cerca de 90 minutos.

Sobre os assuntos abordados na reunião com Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que foram questões de "natureza de avaliação da situação do país" e de outros países e de "informação mais de pormenor sobre a situação epidemiológica".

"No fundo, foi o detalhar de um conjunto de informações e a discussão das hipóteses que se colocam perante a evolução da pandemia, que cenários é que se imagina que venham a suceder", disse a ministra, sem precisar quais são esses cenários.

Recordou que o chefe de Estado tem mantido contactos regulares, também com o Ministério da Saúde, no sentido de avaliar constantemente a evolução da situação pandémica.

"Não é uma realidade nova é algo que se vem mantendo desde há vários meses e semanas concretamente através daquilo que designa como as reuniões do Infarmed", disse a ministra.

Questionada sobre a possibilidade de um recolher obrigatório ou de um novo confinamento, Marta Temido disse que o Governo tem "procurado sempre atuar de acordo com aquilo que é a informação epidemiológica, a sua evolução, e os princípios da proporcionalidade, mas também da precaução em saúde pública".

"Será com base nestas nestes dois eixos que continuaremos a tomar decisões procurando obviamente acompanhar aquilo que é o desejo de todos", afirmou, para se encontrar "um equilíbrio o mais virtuoso possível entre a capacidade" de o país se manter a funcionar como sociedade e os bens que é preciso proteger.

Disse ainda que as medidas de saúde pública são determinadas com uma periodicidade que o Governo tem procurado "sempre garantir" e que são comunicadas na sequência de reuniões do Conselho de Ministros.

"São medidas que não competem ao Ministério da Saúde e, portanto, neste momento o nosso foco é de aplicar as medidas que foram determinadas na última reunião do Conselho de Ministros e aplicá-las adequadamente e garantir o seu cumprimento e continuar a trabalhar em duas vertentes que me parecem muito importante", vincou.

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