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"Hospitais estão debaixo de uma elevadíssima pressão": Ministra da Saúde pede apoio "de todos" na luta contra a Covid-19

Marta Temido apelou aos portugueses para que ajudem o SNS a aliviar a pressão dos internamentos, cumprindo o confinamento.
Correio da Manhã 17 de Janeiro de 2021 às 17:05
Marta Temido
Marta Temido FOTO: Lusa
A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou este domingo que os hospitais estão "debaixo de uma elevadíssima pressão", apelando aos portugueses para que ajudem o Serviço Nacional de Saúde a aliviar a pressão nos internamentos, cumprindo o confinamento estabelecido.



Marta Temido prestou declarações aos jornalistas numa visita ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, que anunciou estar em "situação de catástrofe" face à falta de capacidade de camas para doentes Covid-19. A ministra admitiu que o Serviço Nacional de Saúde (SNS), o setor social e privado e as estruturas de retaguarda estão próximas do limite.

"Estamos a pôr todos os meios que existem no país a funcionar, mas há um limite e estamos muito próximos do limite. E os portugueses precisam de saber disso", afirmou.

"Temos neste momento um número de internados por Covid-19 alto. Quando pedimos que todos respeitem o confinamento é também para que as pessoas ajudem em termos de internamentos", relembrou a ministra, sublinhando que é importante a "colaboração de todos" para quebrar as cadeias de transmissão.

Marta Temido afirmou ainda que a capacidade de resposta à pressão acrescida sobre os hospitais devido à covid-19 é em detrimento de outras patologias e, por isso, é tão importante travar o agravamento da situação.

"Sempre que temos de internar um doente por covid-19, é outro ato de saúde que tem de ser diferido", disse quando questionada sobre o despacho publicado esta semana que prevê a suspensão "de atividade cirúrgica programada de prioridade normal ou prioritária".

Esse despacho, acrescentou, "é aquilo que podemos conquistar em termos de tempo", sem compromisso clínico para os doentes.

Em concreto sobre os doentes oncológicos, a ministra da Saúde disse que está a ser feito um esforço para resolver a situação desses doentes transferindo-os ou para hospitais do mesmo grupo de saúde privado, no caso das parcerias público-privadas, ou para hospitais do Instituto Português de Oncologia (IPO).

"Aquilo que é desejável é que consigamos trabalhar em rede, sendo que isso é difícil, mas vamos continuar a apostar nessa linha".

Portugal contabilizou este domingo 152 mortes relacionadas com a covid-19 nas últimas 24 horas, e 10.385 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 4.889 pessoas, mais 236 do que no sábado, das quais 647 em cuidados intensivos, ou seja, mais nove, novos máximos em ambos os casos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 8.861 mortes associadas à covid-19 e 549.801 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando ativos 134.011 casos, mais 5.846 do que no sábado.

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