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Correio da Manhã

Sociedade
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Hospital de Viana nega ter pedido a trabalhadoras de limpeza para fazerem de auxiliares

Unidade de Saúde do Alto Minho contrariou denúncia feita pelo sindicato.
28 de Outubro de 2017 às 14:40
Empregadas de limpeza
Empregadas de limpeza
Empregadas de limpeza
Empregadas de limpeza
Empregadas de limpeza
Empregadas de limpeza
A Unidade de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que inclui o hospital de Viana do Castelo, negou este sábado ter pedido às trabalhadoras da limpeza para fazerem trabalho de auxiliar de ação médica, contrariando a denúncia feita sexta-feira por um sindicato.

"O Conselho de Administração [do hospital] respeita a lei da greve, não tendo dado qualquer instrução no sentido de substituição de trabalhadores em greve (...) nem tem conhecimento que tenha ocorrido", indica a diretora do gabinete de comunicação da ULSAM em nota enviada à Lusa.

O coordenador dos Sindicatos em Funções Públicas e Sociais do Norte, Orlando Gonçalves, acusou na sexta-feira a administração do hospital de Viana do Castelo de ter utilizado, durante toda a manhã, "trabalhadores das empresas de limpeza" para o trabalho dos auxiliares de ação médica, tendo "mandado trocar a bata da empresa por uma bata do hospital".

"Até ao momento o Conselho de Administração não recebeu nenhuma reclamação por parte do sindicato", garante a ULSAM, adiantando que "o Conselho de Administração respeita o direito à greve e, obviamente, tudo fará para esclarecer a referida situação, não pondo de parte a abertura de um processo de averiguações".

Na sexta-feira, e à margem de uma conferência de imprensa que decorreu no Porto, junto à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), o coordenador dos Sindicatos em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), classificou a alegada troca de batas e o trabalho de auxiliar de ação médica feito por trabalhadores de empresas de limpeza como um ato "absolutamente ilegal"

"Isto é absolutamente ilegal. Não faz sentido e põe até em causa e em risco a vida e a saúde dos doentes que lá estão internados", alertou Orlando Gonçalves.

Em causa na greve nacional de sexta-feira esteve a falta de respostas às reivindicações da Frente Comum, como o aumento dos salários na função pública, o descongelamento "imediato" das progressões na carreira e as 35 horas semanais para todos os trabalhadores.

Esta foi a terceira greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública com o atual Governo e a primeira convocada pela Frente Comum de Sindicatos, segundo a listagem cedida pela estrutura sindical.
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