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Correio da Manhã

Sociedade
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Hotéis disponibilizam 4500 camas para estudantes universitários

Alojamento local, pousadas e hotéis com 4500 camas para alunos deslocados.
Edgar Nascimento 21 de Setembro de 2020 às 08:06
Ensino superior
Tiago Brandão Rodrigues
Ensino superior
Tiago Brandão Rodrigues
Ensino superior
Tiago Brandão Rodrigues
Hotéis, pousadas de juventude e unidades de alojamento local vão disponibilizar 4500 camas para os estudantes universitários: no total, os alunos do superior vão ter uma oferta de 18 455 camas a preços regulados.

Os protocolos entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) e as associações representativas da hotelaria e alojamento local, bem como com a Movijovem, são assinados esta segunda-feira no Porto e Vila Real e amanhã em Lisboa. A medida surge devido à diminuição do número de camas nas residências universitárias: são menos 2218 face ao ano passado, devido às alterações impostas pela pandemia de Covid-19.

De acordo com o MCTES, “estes acordos vêm reforçar a capacidade instalada de alojamento público para estudantes e promovem ainda uma cooperação estratégica com o setor do Turismo, permitindo manter postos de trabalho e rentabilizando estruturas que, dada a diminuição da procura turística, enfrentam desafios adicionais de sustentabilidade”.

Para fazer face às despesas com as dormidas em hotéis e similares, os estudantes com ação social vão ter um apoio máximo de 285 euros (para Lisboa, Oeiras e Cascais); 263 euros caso o alojamento se localize no Porto, Amadora, Almada, Odivelas ou Matosinhos; 241 euros no Funchal, Portimão, Vila Nova de Gaia, Barreiro, Faro, Setúbal, Maia, Coimbra, Aveiro ou Braga; e de 219 euros para os restantes concelhos.

Além da nova oferta de alojamento com preços regulados, de salientar também a oferta de casas e quartos privados. Os preços médios baixaram quase 13% em Lisboa e Porto, face ao ano passado, e 28,6% na cidade de Braga. No ano letivo 2020-2021 são esperados no ensino superior público e privado 90 mil novos estudantes.

Colocações são conhecidas na próxima 2ª feira
Falta uma semana para a divulgação das listas de colocação na 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Este ano registou-se o número mais alto de candidatos desde 1996: 62 675, mais 11 384 face a 2019. Este aumento na procura levou o Ministério do Ensino Superior a abrir mais 4737 vagas nas universidades e institutos superiores politécnicos. As matrículas começam no dia 28.

500 milhões para novos cursos no ensino profissional
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, quer alocar 500 milhões do próximo Orçamento de Estado para reforçar o Ensino Profissional. O governante pretende modernizar a oferta, com cursos de robótica, eletrónica, inteligência artificial ou gestão de dados. A tutela pretende também apostar na “contratação de formadores especializados, na reciclagem em termos de literacia do corpo docente e na modernização dos equipamentos”.

pormenores
116 mil estudantes
No ano letivo 2018-19 estavam matriculados em cursos profissionais do secundário 115 981 estudantes: 68 700 no ensino público; 4069 no privado dependente do Estado; e 43 212 em privadas independentes.

Mais inscritos
Os cursos da área de Serviços Pessoais eram os que tinham mais inscritos:35 580. Seguem-se os cursos de Engenharias e Afins (16 112); Informática (16 039); Artes (14 666); e Ciências Empresariais (14 206).

Apoio de 312 milhões
Estão abertos dois concursos, num total de 312 milhões de euros, para apoiar os cursos profissionais ministrados por entidades públicas e privadas, ao abrigo do Programa Operacional Capital Humano, para o Norte, Centro e Alentejo.
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