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Já anda a aproveitar o Verão? Veja aqui dicas para manter o carro protegido do sal e da areia de um dia de praia

Altas temperaturas e pandemia do Covid-19 obrigam automobilistas a cuidados redobrados.
Aquela Máquina 7 de Julho de 2020 às 20:23

Está ainda bem presente na memória a invasão de milhares de portugueses às praias de norte a sul do país no último fim-de-semana. Filas e filas quilométricas, com as pessoas a "torrarem" ao sol dentro dos carros transformados em fornos, com temperaturas bem superiores a 30º C.

Face a este suplício, qualquer automobilista sente que é quase uma dádiva dos céus quando, por fim, consegue chegar à sua praia preferida.

O que muitas vezes esquece quando regressa a casa, no entanto, são os danos que o carro poderá sofrer nestas viagens se não estiver particularmente atento.

Sim, o automóvel não ganha muita saúde quando fica horas e horas sob um sol inclemente, sem esquecer a areia e o sal que o vento ajuda a fustigar a chapa.



O que fazer primeiro?

Sim, é de todo conveniente dar um tratamento adequado à viatura para que ela não se ressinta demasiado das sucessivas idas à praia, seja nas férias ou no fim-de-semana.

Os conselhos são todos os anos os mesmos, mas este Verão ganham particular importância devido ao impacto da pandemia do novo coronavírus.

Com o carro parado há meses, só usado para trajectos demasiado curtos devido ao confinamento imposto aos portugueses, é de todo aconselhável fazer-lhe uma inspecção rápida.

Confirmar os níveis dos fluidos, como o óleo do motor, o anti-congelante e o líquido dos travões são os primeiros passos a dar antes de iniciar a viagem, principalmente quando ela é longa.

E não se esqueça de dar uma vista de olhos ao líquido do limpa pára-brisas, que nestas idas à praia assume um papel primordial.

De seguida, veja a pressão e o estado dos pneus, incluindo o sobressalente, e a carga da bateria, entre outros pormenores.

Sabendo que o asfalto demasiado quente pode danificar ainda mais os pneus já desgastados, veja se não será melhor substituí-los por um jogo novo, evitando um furo ou o próprio rebentamento do pneumático.

A lei dita a troca quando os sulcos chegam aos 1,6 mm de profundidade, mas recomenda-se a substituição quando chegarem aos 2 mm.

Lavar, lavar, lavar…

Chegados ao destino, o bom senso diz-nos para estacionar algo distante da praia e à sombra, para a viatura não sofrer demasiado com a maresia e o sol.

Acontece exactamente o contrário, na maior parte das situações, obrigando-nos a ter uma atenção redobrada para mais tarde não sofrermos dissabores na carteira

Pode parecer ridículo, mas convém estacionar o veículo com a traseira virada para o mar.

Desta forma evita-se que a brisa marítima, carregada de sal, a que se pode somar a areia se o vento soprar com força, entre directamente pela grelha do motor.

Quanto à chapa, pouco há a fazer, a menos que leve uma capa protectora para cobrir a carroçaria e, ao mesmo tempo, protegê-la do sol.

Há várias opções no mercado e nem são demasiado caras, mas, raramente são utilizadas… muito por preguiça!

Quem sofre é a chapa e o motor, se não se derem umas "mangueiradas" rápidas numa estação de lavagem quando se voltar a casa. E não se esqueça de lavar as jantes e por baixo da carroçaria.

Areia, muita areia dentro do carro



É outra das questões com que os veraneantes são incomodados. A areia é para deixar no areal, a menos que queira trazer uma recordação de um dia bem passado na praia.

Sacudir e limpar os chinelos e as sapatilhas, assim como o guarda-sol e as toalhas antes de entrar no carro é a regra a seguir. E talvez seja melhor comprar umas capas para cobrir os bancos. Evita estragos maiores, principalmente se os corpos ainda vêm molhados ou se começam a suar.

Chegados a casa, bater os tapetes não é má ideia mas, ao fim de alguns dias, também não é de menosprezar uma aspiração mais eficaz ao interior, para tirar a areia e a sujidade que teimam em esconder-se.

Gel desinfectante: inimigo do Covid-19… e do habitáculo!

A pandemia do Covid-19 obrigou a precauções redobradas na limpeza do habitáculo com geles desinfectantes mas, se a saúde é a preocupação principal, os danos que eles podem provocar também são elevados.

Álcool e altas temperaturas não ligam nada bem, já que podem fazer estalar as superfícies do volante, painéis e puxadores das portas, e tablier que se vão limpar.

A limpeza deverá acontecer logo de manhã ou ao final do dia, quando o calor se faz sentir menos, prevenindo assim esses problemas.

E, não se esqueça: nunca deixe os geles hidra-alcoólicos no interior, principalmente se pensa desinfectar as mãos quando chegar ao carro. Estando eles quentes, corre o risco de sofrer queimaduras na pele!

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