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Correio da Manhã

Sociedade

James Bond seria impotente se fosse humano

Vício do álcool seria fatal para o agente secreto 007.
14 de Dezembro de 2013 às 12:53
Ator Roger Moore no papel de James Bond
Ator Roger Moore no papel de James Bond

James Bond, imortalizado no cinema por Sean Connery, Roger Moore, Daniel Craig e outros atores famosos, pedia com frequência a sua bebida alcoólica preferida: ‘Vodka Martini shaken, not stirred’ (batido, não mexido). Mas tanto apreço por álcool já teria matado o famoso agente secreto caso este fosse de carne e osso e não uma personagem de literatura e cinema. E mesmo que ainda estivesse vivo, seria impotente.

A conclusão é de um grupo de especialistas que leu os 14 romances de James Bond e que mapeou o consumo de bebidas alcoólicas do protagonista, observando que o espião bebia o equivalente a uma garrafa e meia de vinho todos os dias.

Nos 88 dias vividos nos 14 livros, excluindo aqueles em que Bond esteve na prisão, num hospital ou em reabilitação, o espião consumiu 1.150 bebidas alcoólicas, o que equivale a 92 bebidas por semana - cerca de cinco 'vodkas martinis' por dia, ou seja, quatro vezes a dose máxima recomendada para homens no Reino Unido.

O relatório dos médicos, publicado numa edição comemorativa do 'British Medical Journal', concluiu: “Apesar de entendermos as pressões sociais para que se consuma álcool quando se lida com terroristas internacionais, aconselhamos que Bond faça uma reavaliação mais profunda da sua ingestão de álcool.”

Patrick Davies, especialista nos Hospitais da Universidade de Nottingham, disse à BBC que Bond seria classificado como um alcoólico  e estaria sob alto risco de danos hepáticos, morte precoce e impotência.

Bond também tinha o hábito - altamente condenável - de beber e em seguida conduzir. No livro ‘Casino Royale’, o agente parte para uma perseguição de carro em alta velocidade após beber 39 bebidas alcoólicas, tem um acidente e passa duas semanas num hospital.

Na sua maior bebedeira, o espião tomou 50 bebidas alcoólicas num único dia, em Moscovo, Rússia. Para os médicos, que deixaram claro que as suas observações não vieram de um estudo científico mas apenas de anotações recolhidas após leituras nas horas vagas, “as capacidades de Bond mostradas nos livros são inconsistentes com o funcionamento físico, mental e sexual esperado de alguém que bebe esta quantidade de álcool”. O consumo excessivo de álcool causa 2,5 milhões de mortes todos os anos no mundo.

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