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Correio da Manhã

Sociedade
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Jovem com fibrose quística emociona-se ao constatar ausência de tratamento em Portugal

Kaftrio/Trikafta é o nome do único medicamento que lhe pode prolongar a vida e, simultaneamente, a esperança.
5 de Março de 2021 às 16:55
Constança sofre de fibrose quística
Constança sofre de fibrose quística
Constança sofre de fibrose quistica
Constança sofre de fibrose quística
Constança sofre de fibrose quística
Constança sofre de fibrose quistica
Constança sofre de fibrose quística
Constança sofre de fibrose quística
Constança sofre de fibrose quistica
A fibrose quística, doença que assombra há 24 anos Constança Braddell, ainda não tem tratamento disponível em Portugal e a constatação deste facto, feita de forma emotiva pela jovem portuguesa no Instagram, está a despertar consciências para o problema.

Trata-se de uma doença "mortal e incurável" e ainda desconhecida por muitos, "afeta múltiplos órgãos do aparelho digestivo, mas essencialmente os pulmões", afetando principalmente a capacidade respiratória, revela Constança.

Desde setembro de 2020, que a jovem tem vindo "a morrer lentamente", tendo perdido 13 quilos no espaço de apenas três meses. Encontra-se atualmente ligada a oxigénio 24 horas todos os dias e a um ventilador não invasivo, sendo a única maneira de Constança conseguir continuar a respirar.

"Uma simples ida à casa de banho parece impossível. Uma simples chamada ao telefone deixa-me exausta. Tenho experenciado ver a minha vida a terminar lentamente", confessa.

Kaftrio/Trikafta é o nome do único medicamento que lhe pode prolongar a vida e, simultaneamente, a esperança.




Infarmed diz que acesso especial a tratamento da fibrose quística é possível desde novembro
O acesso ao medicamento inovador Kaftrio para tratamento da fibrose quística, através de Autorização de Utilização Especial (AUE) submetida por um hospital do Serviço Nacional de Saúde, é possível desde finais de novembro, informou hoje o Infarmed.

Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento explicou que "enquanto decorre a sua avaliação" para efeitos de financiamento público, "existe a possibilidade de acesso ao medicamento da iniciativa do hospital, através de AUE, ao abrigo de um Programa de Acesso Precoce (PAP)" que, no caso do Kaftrio, foi "aprovado em 27 de novembro de 2020".

"Os pedidos de AUE são fundamentados pelo hospital requerente e incluem informação clínica detalhada do doente para o qual é solicitado o tratamento. Essa informação é, depois, avaliada caso a caso por peritos clínicos (médicos) pertencentes à Comissão de Avaliação de Tecnologias de Saúde do Infarmed", frisa o comunicado recebido pela agência Lusa.

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