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Correio da Manhã

Sociedade

Jovens portugueses processam 33 países por “impulsionarem a crise climática”

Incêndios de 2017, no Centro, foram o “clique” para a ação do grupo de jovens.
Francisca Genésio 4 de Setembro de 2020 às 08:23
Jovens avançaram com a ação junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos
Jovens avançaram com a ação junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos FOTO: Getty Images
Seis estudantes portugueses decidiram avançar com uma ação judicial no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, França, contra 33 países, entre os quais, Portugal, por "impulsionarem a crise climática". O anúncio foi feito esta quinta-feira, em comunicado, pela Global Legal Action Network (GLAN), organização internacional sem fins lucrativos.

Quatro dos jovens que avançam com a iniciativa vivem em Leiria. Cláudia, estudante de enfermagem de 21 anos, é uma das subscritoras. Para a jovem leiriense o "clique" para a esta questão ocorreu em 2017, quando as chamas consumiram a sua região. "A minha geração está cada vez mais vulnerável e sem perspetivas de futuro", disse a jovem numa conferência online promovida pela GLAN.

Os outros dois requerentes vivem em Lisboa onde, durante a onda de calor de agosto de 2018, foi estabelecida uma nova temperatura recorde de 44 graus. Todos têm idades compreendidas entre os 18 e os 21 anos.

O processo é apresentado depois de Portugal ter registado o mês de julho mais quente em 90 anos. Na queixa, os jovens alegam que vários governos não estão a efetuar cortes "urgentes" nas emissões. A par de Portugal, são visados na ação países como Espanha, Reino Unido, Suíça, Suécia, Bélgica, Alemanha, França, Itália e Luxemburgo, entre outros.
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