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Correio da Manhã

Sociedade
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Legionella deixa rasto de revolta

100 pedidos de apoio jurídico em Vialonga, Alverca, Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa.
Cláudia Machado 3 de Dezembro de 2014 às 08:15
As juntas de freguesia de Vialonga, Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa já receberam uma centena de pedidos de aconselhamento jurídico sobre o surto legionella. Luís Oliveira é uma das mais de 300 pessoas afetadas pela bactéria e quer avançar com um processo judicial.

Luís Oliveira, 59 anos, é um dos rostos da indignação e revolta deixados pelo surto de legionella, que afetou mais de 300 pessoas do concelho de Vila Franca de Xira. O reformado, de Alverca do Ribatejo, esteve internado no hospital de Cascais e pretende agora avançar com um processo judicial.

"Tive sintomas a 10 de novembro. Dei entrada no hospital de Vila Franca de Xira e depois e fui para Cascais", recorda Luís, que já pediu apoio jurídico à autarquia de Alverca.




O reformado não esconde a " revolta" que o motiva a avançar no campo jurídico e apela "à união de todos os afetados". Ainda hoje, Luís sente os efeitos da pneumonia, que fez pelo menos dez vítimas mortais.

Segundo a Administração Regional de Saúde de Lisboa, ontem estavam ainda internados 33 doentes, dos quais 13 em cuidados intensivos e 4 ventilados. Fonte da freguesia de Alverca revelou ao CM que três pessoas afetadas pelo surto já pediram aconselhamento: "Vamos marcar uma reunião para serem orientadas pelo advogado." Em Vialonga estão registados 26 pedidos de apoio jurídico. Na Póvoa de Santa Iria e em Forte da Casa foram 71. A empresa AdP Fertilizantes, responsabilizada pelo surto, não se pronunciou. Continua encerrada.