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Correio da Manhã

Sociedade
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Maioria das vítimas do surto de legionella aceita fazer acordo

Valor de oito mil euros foi aceite por grande parte dos doentes reconhecidos pela Justiça.
João Saramago 14 de Agosto de 2020 às 08:25
Surto de legionella
Surto de legionella
A esmagadora maioria das vítimas do surto de legionella que atingiu o concelho de Vila Franca de Xira, em 2014, e que foram reconhecidas na acusação do Ministério Público chegou a acordo com as duas empresas que foram constituídas arguidas: Adubos de Portugal (ADP) e a General Electric (GE - que se passou a chamar SUEZ II).

De lembrar que o Ministério Público identificou 73 vítimas, cuja estirpe da bactéria era a mesma da encontrada nas torres de refrigeração da ADP. Destas, 57 chegaram a acordo com a empresa, revelou fonte do Tribunal de Instrução Criminal de Loures à Lusa. Em setembro último, 32 já tinham chegado a esse entendimento, tendo cada recebido oito mil euros, apurou o CM. Há ainda oito vítimas que se constituíram assistentes no processo e com as quais não houve acordo. As restantes oito não são assistentes.

De salientar que o acordo firmado entre as vítimas e os arguidos não anula o julgamento, cuja realização aguarda decisão do juiz. Esta é, contudo, uma transação extrajudicial que poderá ter efeitos no processo em causa, na eventualidade de ser decidida uma indemnização cível. No tribunal de Loures, o debate instrutório ocorrerá em setembro, depois das férias judiciais. O juiz decidirá depois – seis anos após o surto que atingiu cerca de 400 pessoas –, se leva os arguidos a julgamento.
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