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Correio da Manhã

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Mais 11 milhões de passageiros no Metro de Lisboa com extensão da linha Vermelha

Prolongamento da linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara deverá iniciar-se a partir da zona já construída.
Lusa 3 de Janeiro de 2022 às 11:10
Metropolitano "anula direitos fundamentais [dos trabalhadores], tais como o da contratação coletiva", e põe em causa "muitos postos de trabalho".
Metropolitano 'anula direitos fundamentais [dos trabalhadores], tais como o da contratação coletiva', e põe em causa 'muitos postos de trabalho'.
O prolongamento da linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa, entre São Sebastião e Alcântara, terá quatro quilómetros de extensão, incluindo 380 metros em viaduto, prevendo-se um aumento de 11 milhões de passageiros na rede, anunciou esta segunda-feira a empresa.

Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa (ML) indica que conclui a fase de Estudo Prévio do Prolongamento da linha Vermelha para efeitos da Avaliação de Impacte Ambiental e submeteu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no dia 27 de dezembro, o Processo de Licenciamento Ambiental relativo a esse estudo.

De acordo com o ML, o prolongamento da linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara deverá iniciar-se a partir da zona já construída, localizada após a estação São Sebastião, através de um troço em túnel construído junto ao Palácio da Justiça e que terá uma extensão total de cerca de quatro quilómetros, incluindo cerca de 380 metros em viaduto.

"Ao longo do traçado de túnel de via dupla prevê-se a construção de três novas estações subterrâneas (Amoreiras, Campo de Ourique e Infante Santo) e uma estação à superfície (Alcântara)", é referido na nota.

A estação das Amoreiras, segundo a mesma informação, ficará localizada ao longo da Rua Conselheiro Fernando Sousa, próximo do cruzamento desta com a Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, prevendo-se a sua construção a céu aberto, e terá uma profundidade de 18,5 metros, e a de Campo de Ourique sob o Jardim Teófilo Braga/Jardim da Parada, numa profundidade de 31 metros e três pontos de acesso.

Já a estação Infante Santo ficará localizada entre esta Avenida e a Calçada das Necessidades, em terreno municipal não edificado e desimpedido de qualquer construção e terá uma profundidade de 29,5 metros e dois acessos.

Quanto à estação de Alcântara, o ML refere que ficará localizada do lado poente da Praça General Domingos de Oliveira, na Via de Acesso à Ponte 25 de Abril. Terá como limites a Rua da Quinta do Jacinto a Norte, a Calçada da Tapada e a Rua de Alcântara a Sul e a Praça General Domingos de Oliveira a Nascente.

"A implantação da estação encontra-se não só fixada pelos limites construídos acima referidos, bem como pelas reservas futuras, nomeadamente, o túnel ferroviário do IP (integração da Linha de Cascais na Linha de Cintura), a nova rotunda de Alcântara (prevista no Plano de Urbanização de Alcântara) e todas as condicionantes técnicas dos traçados viários e ferroviários", destaca a empresa.

O ML especifica que o "novo Viaduto atravessará o vale de Alcântara, entre o Baluarte do Livramento e a estação de Alcântara, e será implantado de modo a não contrariar as condições existentes nem a versatilidade de evoluções futuras desse local".

A empresa adianta ainda que efetuará limpeza, proteção e requalificação da muralha exterior e do interior do Baluarte do Livramento.

No comunicado, o ML diz que no âmbito do desenvolvimento do Estudo de Impacto Ambiental, o ML consultou 41 entidades/empresas para obtenção de informação de cadastro de infraestruturas na área de intervenção do presente projeto e sua envolvente, no concelho de Lisboa, ou fornecimento de outra informação considerada relevante para o desenvolvimento do estudo.

O ML lembra que o prolongamento da linha Vermelha está enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) 2021-2026, com um financiamento no montante global de 304 milhões de euros.

"A expectativa é que esta extensão da linha Vermelha esteja em concurso no ano de 2022 e que seja uma realidade em 2025/2026", adianta o ML.

Segundo a empresa, os estudos realizados indicam que a procura diária captada nas quatro estações que integram este prolongamento corresponderá a um acréscimo no primeiro ano, após a entrada em exploração, de 11 milhões de passageiros (4,7%) em toda a rede.

"Considerando a análise a 30 anos, os benefícios gerados por este projeto da linha Vermelha ascendem a 1.047 milhões de euros. A nova configuração da linha Vermelha vai conseguir retirar da circulação diária de Lisboa 3,7 mil viaturas individuais, o que significa menos 6,2 mil toneladas de CO2 no primeiro ano de operação", realça o ML.

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