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Correio da Manhã

Sociedade

Mais de metade dos bares ameaçam fechar

Cerca de 62% das empresas de animação noturna ponderam requerer insolvência.
Ana Maria Ribeiro 6 de Agosto de 2020 às 09:56
Pandemia deixou as ruas sem turistas e as empresas sem dinheiro
Pandemia deixou as ruas sem turistas e as empresas sem dinheiro FOTO: João Silva
Julho foi um mês desastroso para as empresas de animação noturna e de alojamento turístico. Por causa da pandemia de Covid-19, 62% dos bares e discotecas ponderam mesmo fechar portas e pedir insolvência, perante uma perda de faturação acima dos 40%.

No caso dos negócios de alojamento, o cenário é igualmente desolador: 27% das empresas tiveram uma taxa de ocupação zero; enquanto 20% indicou uma ocupação máxima de 10%. Estes números traduzem-se, para muitos, numa quebra superior a 90% na taxa de ocupação face a igual período do ano passado.

Os dados são de um inquérito realizado pela AHRESP – Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal entre 31 de julho e 3 de agosto, e antecipa a destruição de muitos postos de trabalho até ao final deste ano. Em julho, mais de 16% das empresas de animação noturna não conseguiram pagar salários e 14% só pagaram parcialmente o ordenado aos seus funcionários. Perante a situação, 16% admitem já ter efetuado despedimentos desde o início da pandemia e mais de 30% assumem que não vão manter todos os postos de trabalho até dezembro.

No setor do alojamento, e dado que muitos empresários antecipam um mês de agosto fraco, com taxas de ocupação na ordem dos 10%, cerca de 17% ponderam liquidar contas e fechar portas.

De Norte a Sul
Casa Nanda, Porto
"Foi uma quebra muito significativa. Era duro fechar a porta e ver que não chegavam mais clientes", diz Rosária Sousa.

Vai na Pinga, Covilhã
"As quebras de receitas são de 50 por cento", queixa-se Carlos Maricoto, à mesa.

A Cataplana, Setúbal
"Tive uma quebra de 80%, mas não despedi ninguém, mas também não contratei", informa Alexandre Guerreiro.

Rest. do Cais, Portimão
"Estamos com uma quebra de 60%. Nota-se muito a falta de clientes", diz João Isidoro.
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