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Correio da Manhã

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58 concelhos baixaram de escalão de risco devido ao número de casos de Covid-19. Veja no mapa como está o seu

34 concelhos passam a estar num patamar de risco mais elevado.
Jornal de Negócios 14 de Dezembro de 2020 às 18:22
A descida da incidência da Covid-19 permitiu a 58 concelhos baixarem de escalão de risco na semana terminada a 8 de dezembro, de acordo com os dados revelados esta segunda-feira pela Direção-Geral de Saúde (DGS). Esta descida não tem, para já, qualquer impacto nas medidas a que cada concelho está sujeito até ao final do atual estado de emergência, que termina às 23:59 de 23 de dezembro, sabendo-se já que será renovado até 7 de janeiro.

Comparando com a situação registada a 2 de dezembro, data que serviu de referência para a classificação dos concelhos feita pelo Governo para o atual estado de emergência, há, no entanto, 34 municípios que passam para um nível superior na escala de risco.

O Governo classifica os concelhos em quatro escalões de risco: moderado (menos de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias); elevado (entre 240 e 480 casos); muito elevado (de 480 a 960 casos) e extremo (960 ou mais casos).

Na anterior listagem eram 113 os concelhos em risco muito elevado ou extremo, sendo que o Governo não distinguiu estes escalões quanto às medidas mais restritivas a aplicar. Destes, 35 estavam em risco extremo e 78 em risco muito elevado.

Agora, com base nos dados hoje divulgados, são 107 os municípios nos dois níveis mais altos de risco, com 25 em risco extremo e 82 em risco muito elevado.

Braga, Paços de Ferreira e Santa Maria da Feira saem de risco extremo
Entre os concelhos que deixam de figurar no escalão mais grave de risco epidemiológico destacam-se Braga, Paços de Ferreira e Santa Maria da Feira. 

No caso de Braga e Santa Maria da Feira pela dimensão da população, enquanto a "capital do móvel" consegue deixar de apresentar uma incidência das mais elevadas do país mais de um mês após ter sido alvo de medidas mais restritivas. 

Deixam também de estar em risco extremo os concelhos de Belmonte, Cabeceiras de Basto, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Corvo, Paredes, Penafiel, Portalegre, Santo Tirso, São João da Madeira, Valença e Vizela.

Por outro lado, passam a estar em risco extremo os municípios do Crato, Mourão, Pinhel, Vila Pouca de Aguiar e Vimioso. 

Aqui destaca-se Pinhel, que passa de uma incidência que quase lhe permitia ser de risco moderado (247) para o nível mais severo (1.069).

Há 22 concelhos que deixam os dois piores escalões, mas 15 que entram para esses níveis
Em termos práticos, mantendo-se a linha seguida pelo Governo de não distinguir nas restrições aplicadas nos concelhos de risco muito elevado e de risco extremo, o impacto nos residentes e empresas dos municípios faz-se tendo como referência os 480 casos por 100 mil habitantes, o limiar que separa os dois escalões mais baixos dos dois mais altos.

Face à semana anterior, são 22 os concelhos que deixam de estar nos dois piores escalões:

Alandroal
Alcanena
Alijó
Ansião
Arcos de Valdevez
Caminha
Cantanhede
Cartaxo
Castelo de Paiva
Cuba
Gouveia
Manteigas
Mirandela
Murça
Pampilhosa da Serra
Povoação
Sabugal
Sardoal
Sátão
Serpa
Tarouca
Vila Nova de Paiva

Já outros 15 concelhos passam a estar nos dois escalões mais elevados:

Alenquer
Castelo de Vide
Évora
Figueira de Castelo Rodrigo
Moita
Montalegre
Montemor-o-Novo
Montijo
Nelas
Penamacor
Pinhel
Resende
Santa Marta de Penaguião
Tabuaço
Terras de Bouro

Incidência diminui em 195 concelhos, mantém-se em 17 e sobe em 96
A incidência da pandemia baixou em 195 dos 308 municípios do país, tendo ficado inalterada em 17 e aumentado em 96.

As maiores reduções no número de casos por 100 mil habitantes registam-se nos concelhos de Freixo de Espada à Cinta (-1.456 casos), Gavião (-705), Fafe (-607), Lousada (-556) e Guimarães (-474).

Já as maiores subidas na incidência foram observadas nos municípios de Pinhel (822), Tabuaço (812), Marvão (699), Mondim de Basto (633) e Vimioso (597).

Em Lisboa o número de casos por 100 mil residentes baixou ligeiramente, passando dos 556 para 530. No Porto a descida foi mais pronunciada, com 680 novos casos por 100 mil habitantes contra os 765 anteriormente registados.
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